A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) surpreendeu o cenário acadêmico ao criar o curso superior de Tecnologia em Futebol, o primeiro do tipo em uma universidade pública do Brasil. A iniciativa, aprovada pelo Conselho Universitário na quinta-feira (23), atende a uma demanda da Secretaria do Esporte do Paraná e busca formar profissionais capacitados para atuar em áreas como planejamento tático, arbitragem, preparação física e gestão do futebol.

Com duração de dois anos, o curso será ofertado na modalidade híbrida, combinando aulas teóricas online com atividades práticas presenciais, por meio do Núcleo de Tecnologia e Educação Aberta e a Distância (Nutead). Serão disponibilizadas 150 vagas distribuídas em três polos de educação a distância (EAD). A primeira turma está prevista para iniciar em agosto de 2026.

O reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, destacou o caráter simbólico da criação do curso. “Mais uma inovação da UEPG, criar um tecnólogo voltado para formar profissionais do futebol, que atuam em cursos específicos, mas que precisam de uma habilitação”, enfatizou. “Com isso, ganha a comunidade, ganham os profissionais e ganha o ensino superior, que amplia sua área de atuação”.

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O coordenador do curso, professor Rodolfo André Dellagrana, explicou que a formação será estruturada em quatro módulos: o primeiro abordará disciplinas gerais; o segundo, a formação de jovens e adultos no futebol; o terceiro, o futebol de alto rendimento; e o quarto, o futebol para a vida toda, incluindo o trabalho no lazer e como atividade física. “Essa é uma demanda antiga do pessoal que trabalha com futebol e de várias entidades”, contou o professor.

Rodolfo também esclareceu a importância do registro no Conselho Regional de Educação Física (Cref). “Em alguns locais, o pessoal tem experiência com futebol, foi jogador ou trabalhou muito tempo com arbitragem, e quando eles vão atuar na área, eles não podem, porque não têm Cref”. O tecnólogo em futebol terá uma carteirinha que permite atuar especificamente com o esporte, seja em escolinhas, categorias de base ou clubes profissionais. “Com a formação, será possível profissionalizar a atuação, além de ampliar o campo de trabalho para ex-atletas e profissionais do futebol”, concluiu o coordenador.