Em uma noite de festival marcada pela expectativa do show principal, a banda californiana TV Girl provou ser muito mais do que uma simples atração de abertura. Postada no palco Flying Fish, a formação liderada por Brad Petering (vocal e samples) entregou uma performance de uma hora que sintetizou os principais motivos pelos quais o grupo se tornou um fenômeno silencioso entre os ouvintes da Geração Z.

Formado em 2010 em San Diego, o TV Girl construiu uma trajetória singular no circuito indie. A banda surgiu a partir das experimentações caseiras de Brad Petering, que, ao lado de músicos como Trung Ngo e Joel Williams, passou a lançar mixtapes e EPs que uniam sampleagens intrincadas, trechos de diálogos antigos e uma estética sonora deliberadamente ancorada no passado.

O projeto rapidamente se destacou pela abordagem artesanal: sem grandes gravadoras ou máquinas de divulgação convencionais, o trio conquistou um público fiel apostando na curadoria digital e na construção de uma identidade visual que remete aos filmes europeus da nouvelle vague, à moda dos anos 60 e à poesia melancólica da contracultura.

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Essa estética vintage, que é a espinha dorsal do TV Girl, encontrou no palco do festival um território fértil para brilhar. Durante o show, o grupo apresentou um setlist que funcionou como um mergulho em sua discografia, repleta de referências sofisticadas que continuam a ressoar com novas gerações de ouvintes.