INTRODUÇÃO

A SpaceX apresentou um pedido à Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA para lançar uma constelação de até 1 milhão de satélites movidos a energia solar. Segundo a empresa, esses satélites serviriam como data centers para inteligência artificial, representando "a forma mais eficiente de atender à demanda acelerada por poder computacional de IA". O documento descreve uma visão grandiosa, que vai além da computação: a SpaceX enquadra o projeto como "um primeiro passo para se tornar uma civilização de nível Kardashev II — uma que pode aproveitar todo o poder do Sol" e, ao mesmo tempo, "garantir o futuro multiplanetário da humanidade entre as estrelas".

DESENVOLVIMENTO

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O número de 1 milhão de satélites é considerado improvável de ser aprovado de imediato pelas autoridades. Especialistas, como os do site The Verge, argumentam que a cifra provavelmente serve como ponto de partida para negociações regulatórias. Recentemente, a FCC autorizou a SpaceX a lançar mais 7.500 satélites Starlink, mas decidiu "adiar a autorização para os 14.988 restantes" propostos anteriormente. Atualmente, há cerca de 15.000 satélites artificiais orbitando a Terra, segundo a Agência Espacial Europeia, e eles já estão criando problemas de poluição e detritos espaciais.

O pedido da SpaceX surge em um momento de intensa atividade no setor. A Amazon, citando falta de foguetes, está buscando uma extensão de prazo junto à FCC para colocar mais de 1.600 satélites em órbita. Paralelamente, a SpaceX estaria considerando uma fusão com duas outras empresas de Elon Musk, a Tesla e a xAI (que já se fundiu com o X), antes de abrir seu capital no mercado.

CONCLUSÃO

A proposta da SpaceX marca um salto ambicioso na infraestrutura espacial, alinhando a corrida por capacidade de IA com uma visão futurista de expansão humana. No entanto, enfrentará desafios regulatórios significativos, preocupações ambientais e a complexidade logística de operar uma frota tão massiva. O sucesso ou fracasso desse plano não apenas definirá o futuro da computação em órbita, mas também testará os limites da governança e sustentabilidade no espaço próximo à Terra.