A seleção brasileira de handebol feminino viu o sonho do bicampeonato mundial ser interrompido nesta terça-feira (9). A equipe, carinhosamente chamada de Amarelinha ou Leoas, foi eliminada nas quartas de final do Mundial após uma derrota por 30 a 23 para a Alemanha, país-sede da competição. A partida decisiva aconteceu na Arena Westfalenhalle, em Dortmund, com um público de 10.522 torcedores que praticamente só viu cores locais no ginásio.

Desde o início, as alemães mostraram força dentro de casa. No primeiro tempo, construíram uma vantagem confortável de 17 a 11, aproveitando o apoio massivo da torcida. As brasileiras, porém, não se renderam facilmente. Na volta do intervalo, mostraram reação e conseguiram diminuir a diferença no placar para apenas três gols, quando o marcador registrava 22 a 25 faltando 11 minutos para o fim da partida.

Foi nesse momento que a experiência e a pressão da casa falaram mais alto. Sob a liderança da goleira Katharina Filter, que fez excelentes defesas, e com um ataque veloz que balançou a rede três vezes em menos de três minutos, a Alemanha retomou o domínio do jogo e selou a vitória que garantiu sua classificação para as semifinais. Do lado brasileiro, Bruna de Paula foi a maior pontuadora, com seis gols, mesma marca da alemã Antje Döll, que também se destacou na partida.

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Após o jogo, Bruna de Paula fez uma análise equilibrada da eliminação. "Não jogamos tão mal, mas não foi o suficiente para hoje. Estou orgulhosa da nossa equipe, mas a Alemanha jogou melhor. A gente acreditou até o fim. Nos aproximamos no placar e acreditamos que seria possível, mas elas também não desistiram", afirmou a jogadora, reconhecendo o mérito adversário.

Com essa vitória, a Alemanha quebrou um jejum de 16 anos sem chegar às semifinais do Mundial feminino - sua última aparição nessa fase havia sido em 2007. Agora, a equipe alemã aguarda o término das demais partidas das quartas de final, que ocorrem na quarta-feira (10), para conhecer seu próximo adversário. As semifinais serão disputadas em Roterdã, na Holanda, que divide a organização do campeonato com a Alemanha.

Para o Brasil, a campanha termina entre as oito melhores equipes do mundo, repetindo a mesma colocação conquistada nos Jogos Olímpicos de Paris. A trajetória da Amarelinha no Mundial começou de forma brilhante, com 100% de aproveitamento na primeira fase - vitórias sobre Cuba, República Tcheca e Suécia. Na fase principal (Main Round), somou duas vitórias (contra Coreia do Sul e Angola) e uma derrota (para a Noruega) antes da eliminação nas quartas.

O handebol feminino brasileiro ainda guarda com carinho a memória do título mundial conquistado há 12 anos na Sérvia, em 2013. Desde então, a equipe busca retornar ao topo do mundo, mantendo-se consistentemente entre as melhores seleções do planeta. A eliminação para a Alemanha representa mais um capítulo nessa jornada, que agora se volta para os próximos desafios internacionais.