A Skio, startup de pagamentos por assinatura fundada por Kennan Frost, foi adquirida pela concorrente Recharge, conforme anunciado na quinta-feira. O acordo, cujos termos não foram divulgados oficialmente, teria gerado US$ 105 milhões em dinheiro para a Skio, que havia captado apenas US$ 8 milhões de investidores, segundo Frost. O retorno de mais de 13 vezes o valor investido é considerado expressivo.
Jornada do fundador: Frost, que se descreve como um universitário desistente, fundou a Skio após sofrer um ataque de pânico enquanto trabalhava como engenheiro no Pinterest. A pandemia começou duas semanas depois, e ele conseguiu entrar no Y Combinator. Mesmo tendo “fracassado completamente durante o batch”, segundo suas palavras, pivotou para a ideia de assinaturas. Em três anos, a empresa atingiu US$ 10 milhões em receita recorrente anual (ARR) e se tornou lucrativa.
Gestão e venda: Há cerca de dois anos, Frost deixou o cargo de CEO, passando o comando para Aidan Thibodeaux, que começou como COO. Thibodeaux descreveu uma operação enxuta, sem gastos com marketing ou equipe de vendas, focando exclusivamente no produto. Ele e o CTO Andrew Chen faziam todas as ligações de vendas. A venda para a Recharge, especializada em pagamentos de assinatura para marcas, foi confirmada pelo próprio Frost e pelo investidor Gustaf Alströmer, do Y Combinator.
Conclusão: O caso Skio ilustra como uma startup enxuta, focada em produto e com pivô bem-sucedido, pode gerar retornos expressivos para investidores e fundadores. A aquisição por US$ 105 milhões, com apenas US$ 8 milhões captados, destaca o potencial do mercado de assinaturas e a importância de uma execução focada, mesmo em cenários adversos como a pandemia.

