A malha rodoviária do estado de São Paulo conquistou o primeiro lugar no ranking nacional de qualidade, segundo a Pesquisa de Rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada recentemente. Com uma extensão avaliada de 10.970 quilômetros – cerca de 10% dos 114.197 km analisados em todo o Brasil –, São Paulo apresentou os melhores índices em todos os critérios avaliados: estado geral, pavimento, sinalização e geometria da via.
Os números são expressivos: 77,1% das rodovias paulistas foram classificadas como ótimas ou boas no estado geral, quase o dobro da média nacional de 37,9%. Apenas 0,8% receberam avaliações ruins ou péssimas. Quando se analisa especificamente a sinalização, o estado alcança o impressionante índice de 93,1% de avaliações positivas, o maior do país, contra 50,4% na média brasileira.
O desempenho excepcional não se limita aos números gerais. São Paulo concentra 14 das 20 melhores rodovias do país, segundo o ranking da CNT. Entre os destaques estão vias estratégicas como a SP-270 (Raposo Tavares), a SP-348 (Bandeirantes), a SP-070 (Ayrton Senna/Carvalho Pinto), a SP-021 (Rodoanel) e a SP-300 (Marechal Rondon). Onze dessas rodovias são administradas por concessionárias, o que aponta para a eficácia do modelo de parcerias público-privadas.
Segundo especialistas, a qualidade da infraestrutura rodoviária tem impacto direto na economia. A CNT alerta que rodovias em más condições elevam em média 31,2% os custos operacionais do transporte, percentual que pode chegar a 35,8% nas estradas sob gestão pública direta. No caso paulista, os investimentos em manutenção, ampliação de capacidade e segurança viária têm gerado resultados concretos.
O secretário de Parcerias em Investimentos, Raphael Bacciotti, destaca que o desempenho é fruto de uma política pública consistente. "Os contratos de concessão estabelecem metas claras de qualidade e contam com acompanhamento permanente do poder público", explica. "Priorizamos investimentos robustos que fortalecem a infraestrutura como motor do desenvolvimento econômico e social".
Os critérios da pesquisa são rigorosos. O pavimento avalia a presença de buracos, rachaduras e deformações; a sinalização analisa placas, faixas e elementos de segurança; e a geometria da via considera curvas, aclives, acostamentos e outras características físicas. Em todos esses aspectos, São Paulo obteve índices superiores à média nacional.
O programa de concessões rodoviárias integra o plano São Paulo na Direção Certa, lançado em maio de 2024, que busca expandir investimentos, melhorar a efetividade do gasto público e modernizar a administração estadual. O reconhecimento nacional se traduz, na prática, em estradas mais seguras, viagens mais rápidas e mais qualidade de vida para milhões de usuários das rodovias paulistas.

