O Governo do Estado de São Paulo já causou um prejuízo estimado em R$ 3 bilhões ao crime organizado desde o início de 2023, em uma ofensiva que tem como prioridade a asfixia financeira das facções criminosas. Os números impressionam: 640 toneladas de entorpecentes foram retiradas das ruas e mais de 550 mil criminosos foram presos nesse período, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública.

"A asfixia financeira ao crime organizado foi priorizada desde o início da gestão, já que atuamos para elevar o custo da atividade ilícita. Vamos continuar esse trabalho. Nesse cenário, o combate ao tráfico de drogas é essencial, pois representa uma das principais fontes de lucro dessas organizações. Por isso, nossas polícias têm intensificado, dia após dia, as ações de apreensão de entorpecentes, com o objetivo de interromper esse ciclo criminoso", destacou o secretário Osvaldo Nico Gonçalves.

A estratégia paulista tem se baseado no enfrentamento ao crime com inteligência, com investimentos intensificados para a aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos tecnológicos e sistemas de inteligência policial. Entre 2024 e 2025, mais de R$ 1,5 bilhão foi destinado especificamente às ações de combate ao crime organizado, recursos que estão sendo aplicados na modernização das Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica.

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As operações têm sido integradas com órgãos municipais, estaduais e federais, com foco na desarticulação da logística do tráfico de drogas e de outros crimes explorados por esses grupos. Em parceria com instituições como o Ministério Público Estadual, por meio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e a Polícia Federal, já foram realizadas 421 operações para desmantelar organizações criminosas.

O trabalho conjunto vem se refletindo diretamente nos indicadores criminais, com quedas históricas registradas em homicídios, latrocínios e roubos em todo o estado. A abordagem integrada tem permitido atacar o crime organizado em múltiplas frentes, desde a apreensão de drogas até a desestruturação financeira das facções.

Um dos aspectos mais inovadores da estratégia paulista é o programa de recuperação de ativos, que permitiu ao estado recuperar cerca de R$ 70 milhões em valores, ativos e bens apreendidos durante ações contra crimes de lavagem de dinheiro. Pela primeira vez na história do estado, o valor apreendido do crime está sendo reinvestido para reforçar a segurança pública.

Do total recuperado, quase R$ 20 milhões já estão disponíveis para investimento na segurança pública. O ineditismo da medida foi possível graças à alteração do Decreto nº 68.926/2024, em junho deste ano, que fortaleceu o programa Recupera-SP e ampliou os investimentos em segurança pública.

A nova redação do decreto incluiu de forma expressa recursos oriundos de acordos firmados fora da Justiça — como os realizados durante investigações do Ministério Público — que podem ser revertidos diretamente ao programa. A mudança ampliou a capacidade de captação de recursos sem necessidade de decisão judicial, acelerando significativamente o repasse de verbas para o fortalecimento da segurança pública no estado.

Essa abordagem inovadora representa um ciclo virtuoso no combate ao crime: os recursos apreendidos das organizações criminosas são reinvestidos no próprio aparato de segurança, criando uma retroalimentação positiva que fortalece a capacidade do estado de enfrentar o crime organizado. Enquanto as polícias continuam suas operações diárias de apreensão e prisões, o mecanismo financeiro garante que o prejuízo imposto ao crime se transforme em ganho para a sociedade paulista.