A edição 2025 das Paralimpíadas Escolares chegou ao fim com mais um título para o estado de São Paulo, que garantiu pela 13ª vez a conquista do maior evento esportivo do mundo para jovens com deficiência em idade escolar. O evento, organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), reuniu 316 atletas de todas as regiões do Brasil e consolidou a hegemonia paulista na competição.

Para conquistar a vitória, São Paulo somou 725 pontos, mais que o dobro da pontuação do segundo colocado. Minas Gerais ficou com a segunda posição, com 336 pontos, seguida por Santa Catarina, que totalizou 330 pontos. A diferença expressiva na pontuação demonstra a força do esporte paralímpico escolar no estado, que já havia vencido as edições de 2006, 2009, 2011, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2021, 2022, 2023 e 2024.

O presidente do CPB, José Antônio Freire, destacou a importância do evento durante a cerimônia de encerramento. "Realizar mais uma edição das Paralimpíadas Escolares é motivo de enorme orgulho para o Comitê Paralímpico Brasileiro. Esta foi a primeira edição sob a minha gestão, o que torna este momento ainda mais especial. Estamos diante de algo muito maior do que um evento esportivo: estamos fortalecendo oportunidades, ampliando horizontes e construindo futuros", declarou Freire.

Publicidade
Publicidade

Ele ainda ressaltou o papel fundamental das Paralimpíadas Escolares na base do movimento paralímpico nacional. "As Paralimpíadas Escolares representam a base do nosso movimento. É aqui que muitos jovens descobrem seu potencial, encontram suporte, criam laços e começam a trilhar um caminho que pode levá-los ao alto rendimento", completou o presidente do CPB.

A competição foi dividida em duas etapas distintas. Na primeira fase, realizada entre 17 e 21 de novembro, os atletas competiram em oito modalidades: atletismo, tênis em cadeira de rodas, halterofilismo, futebol de cegos, basquete em cadeira de rodas 3×3, goalball, taekwondo e rúgbi em cadeira de rodas. Já na segunda etapa, entre 26 e 28 de novembro, foram disputadas mais sete modalidades: natação, vôlei sentado, futebol PC (para paralisados cerebrais), judô, badminton, tênis de mesa e bocha.

Esta divisão em duas etapas permitiu uma organização mais eficiente do evento e garantiu que todas as modalidades recebessem a atenção necessária para o bom desenvolvimento das competições. A estruturação do calendário também facilitou a logística para as delegações de diferentes estados brasileiros.

As Paralimpíadas Escolares se consolidam como um evento fundamental para a detecção de novos talentos do paradesporto brasileiro. Muitos atletas que hoje representam o Brasil em competições internacionais, incluindo Jogos Paralímpicos, tiveram suas primeiras experiências competitivas neste evento escolar.

Além do aspecto esportivo, as Paralimpíadas Escolares cumprem um importante papel social, promovendo a inclusão, quebrando barreiras e mostrando à sociedade as capacidades dos jovens com deficiência. O evento também serve como plataforma para discussões sobre acessibilidade e políticas públicas para o esporte adaptado.

Com mais esta conquista, São Paulo reforça sua posição como berço do paradesporto nacional e demonstra a força de seu trabalho de base nas escolas e centros de treinamento. O estado mantém uma estrutura consistente de apoio aos atletas paralímpicos desde as categorias de base até o alto rendimento, o que explica sua dominância histórica nas Paralimpíadas Escolares.

O sucesso da edição 2025 do evento também reflete o crescimento constante do movimento paralímpico brasileiro, que vem ganhando cada vez mais visibilidade e apoio nos últimos anos. As Paralimpíadas Escolares seguem como um dos principais eventos do calendário esportivo nacional, formando não apenas atletas, mas cidadãos conscientes de seu potencial e direitos.