O Governo do Estado de São Paulo tem dado passos significativos no fortalecimento da rede de proteção e acolhimento às mulheres vítimas de violência. Por meio de uma estratégia integrada que envolve forças de segurança, tecnologia e serviços de assistência social, saúde e justiça, o estado busca oferecer um suporte mais eficaz e acessível. A iniciativa central nesse esforço é o movimento SP Por Todas, que amplia o alcance das ações e consolida uma abordagem transversal no enfrentamento à violência de gênero.

De acordo com a secretária de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo, Adriana Liporoni, a atuação do governo é marcada pela integração intersecretarial e inter órgãos. "O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Políticas para a Mulher, tem uma atuação transversal, trazendo a integração intersecretarial e inter órgãos para realizar políticas para mulher, de prevenção e repressão", destaca ela. Essa articulação abrange áreas como Saúde, Desenvolvimento Social e Econômico, Segurança Pública e Educação, com programas conjuntos voltados tanto ao atendimento das vítimas quanto à conscientização da população.

Um dos principais desafios identificados pelas autoridades é estimular a denúncia e romper ciclos de violência doméstica e familiar. Muitas mulheres não reconhecem que estão em situação de agressão, associando o problema apenas à violência física. "Muitas mulheres não identificam que sofrem agressões por associarem o problema apenas à violência física. Existe também a violência psicológica, moral, sexual e patrimonial. Nosso maior desafio é encorajar as mulheres a fazerem a denúncia", explica a secretária. Para superar essa barreira, o estado tem investido em campanhas de conscientização e em ferramentas que facilitam o acesso à justiça.

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Entre as inovações implementadas, destaca-se a possibilidade de registrar boletim de ocorrência de forma online, por meio da DDM Online e do aplicativo SP Mulher Segura. Essas plataformas permitem que as vítimas solicitem medidas protetivas de urgência de forma remota, a qualquer hora do dia. "A mulher tem várias portas para o atendimento 24 horas. Ela pode estar no ônibus, no trabalho, dentro de um banheiro trancada numa situação de risco, e realiza um boletim de ocorrência e ainda solicita uma medida protetiva. Ela sai desse atendimento com mais uma camada de proteção, sem ter de sair do local onde ela está", afirma Adriana Liporoni. Essa flexibilidade é crucial para garantir a segurança das mulheres em momentos de vulnerabilidade.

Outra medida importante é o uso de tornozeleiras eletrônicas em agressores, que amplia o monitoramento e a prevenção de novos ataques. O estado de São Paulo foi pioneiro na implantação desse equipamento, que acompanha, em tempo integral, homens presos em flagrante e liberados condicionalmente. "Isso permite que ele só circule mediante o monitoramento 24 horas, para que evite o mal maior", ressalta a secretária. Além disso, a rede de proteção foi fortalecida com a expansão das Salas de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) 24 horas e a criação da Cabine Lilás, espaços dedicados ao atendimento especializado.

O movimento SP Por Todas, promovido pelo Governo do Estado, busca ampliar a visibilidade dessas políticas públicas, bem como a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira para as mulheres. Todas as iniciativas e orientações estão agregadas no site www.spportodas.sp.gov.br, que serve como um hub de informações e recursos para quem precisa de ajuda. Com essas ações, São Paulo avança na construção de um sistema mais integrado e humano no combate à violência contra a mulher, priorizando a segurança e o empoderamento das vítimas.