Em um movimento considerado histórico para o financiamento da saúde pública, o governador Tarcísio de Freitas assinou nesta sexta-feira (14) a ampliação da Tabela SUS Paulista para hospitais municipais. A medida, anunciada durante a inauguração do Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo, promete beneficiar mais de 100 unidades em cerca de 70 cidades do estado, garantindo apoio financeiro permanente para serviços de média e alta complexidade.

Na cerimônia, Tarcísio destacou a importância de apoiar os municípios que investiram na construção de hospitais próprios. "Vários prefeituras investiram e fizeram hospitais municipais. Mas o Estado precisa considerar em como esses municípios, que fizeram esse esforço, vão se sustentar financeiramente. Sem apoio estadual, passarão a ter dificuldades. Precisamos garantir previsibilidade aos prefeitos, por isso estamos trazendo a Tabela SUS Paulista para os hospitais municipais, equipamentos que não ajudam apenas as cidades onde estão instalados, mas toda a região", afirmou o governador.

A nova unidade hospitalar em Santana de Parnaíba simboliza esse avanço, com 186 leitos que representam um aumento de 174% na capacidade de internação do município. O hospital conta com centro cirúrgico, maternidade e unidades de terapia intensiva (UTIs) adulto, pediátrica e neonatal, fortalecendo não só a rede local, mas também a regional. A estrutura inclui pronto atendimento para adultos e crianças, alas de internação divididas por especialidades, e serviços como tomografia computadorizada e radiografia, com implantação faseada ao longo de 12 meses.

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Segundo o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, a Tabela SUS Paulista é um passo crucial para fortalecer o sistema público. "A Tabela SUS Paulista para hospitais municipais é mais um passo para fortalecer o sistema público de saúde. Com ela, o Estado garante previsibilidade de recursos e sustentabilidade aos municípios, permitindo ampliar o atendimento e reduzir filas em diversas especialidades", explicou. A iniciativa, inédita no país, oferece remuneração até cinco vezes maior que a tabela federal do SUS, com recursos complementares do Tesouro Estadual, e já repassou mais de R$ 7,5 bilhões para entidades filantrópicas desde agosto.

Além disso, o programa se soma ao IGM SUS Paulista, que destinou mais de R$ 1 bilhão para ações de prevenção em municípios, medindo resultados por indicadores como cobertura vacinal e mortalidade infantil. Juntos, esses esforços buscam integrar Estado e municípios, com transparência e critérios técnicos, para melhorar todas as etapas da atenção à saúde no estado de São Paulo.