Na última noite de 2025, o Brasil repete um ritual que atravessa décadas: quando a contagem regressiva começa, a música vira calendário afetivo. A trilha sonora da virada não é apenas entretenimento, é um jeito de organizar o que passou e de ensaiar coragem para o que vem.

E, em 2025, essa tradição ganha um contraste irresistível entre clássicos que todos sabem cantar e hits fresquinhos que dominaram rádios e plataformas em dezembro. A cerimônia pode começar com "Marcas do Que Se Foi", hit composto por Ruy Maurity, Tavito e Paulo Sérgio Valle e gravado pelo grupo Os Incríveis no final de 1976.

Aí escolha a longa lista de intérpretes: Nenhum de Nós, Roupa Nova, The Fevers, Don & Ravel, Charlie Brown Jr, Thiaguinho, Zezé Di Camargo & Luciano, Sambô, Padre Marcelo Rossi. Logo virá aquele coro coletivo que une desconhecidos e familiares como se fosse uma promessa pública de recomeço.

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Em seguida, "Fim de Ano (Adeus, Ano Velho!)" puxa a energia do "já foi" com humor. A música foi composta por David Nasser (letra), Francisco Alves (melodia) e gravada por João Dias em 1951.

Quando a festa precisa de esperança sem ironia, "Dias Melhores" reaparece como mantra, e Jota Quest transforma o otimismo em refrão universal. Do outro lado do balcão, há os hinos globais que funcionam como fogos de artifício em forma de som.

"Celebration", com Kool & The Gang, é praticamente um botão de "play" para a pista. Já "Happy New Year", de ABBA, desacelera o coração por alguns minutos, lembrando que toda euforia tem um instante de pausa e reflexão.