O estado do Rio de Janeiro apresentou uma redução de 9,6% nos casos de mortes violentas no mês de fevereiro, conforme dados divulgados nesta terça-feira (17) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). O órgão, responsável pelas estatísticas oficiais de criminalidade e ligado ao governo estadual, registrou 303 mortes no período, contra 335 em fevereiro do ano passado.
O indicador de mortes violentas reúne os óbitos decorrentes de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e por intervenção de agente do Estado. A queda reflete uma tendência positiva em um dos indicadores mais sensíveis para a segurança pública.
Os dados do ISP também apontam reduções significativas nos principais indicadores de roubo no estado. O roubo de rua caiu 17,4%, atingindo o menor número para o mês desde 2017. Outras modalidades também registraram quedas expressivas: roubo em coletivo (-63,3%), roubo a transeunte (-14,3%), roubo de aparelho celular (-11,3%), roubo de veículos (-14,4%) e roubo de carga (-8,2%).
"Mesmo com o aumento da circulação de pessoas nas ruas, observamos redução em importantes indicadores de criminalidade no estado, principalmente nos roubos de rua, que influenciam diretamente na sensação de segurança da população", explicou a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz.
Conforme o instituto, as mortes causadas por agente do Estado caíram 35,4% no período, representando o menor registro para o mês desde 2016. Essa redução é particularmente relevante no contexto das discussões sobre o uso da força por parte das autoridades.
No entanto, os dados também revelam pontos de preocupação. Os casos de estupro cresceram 8%, passando de 435 em fevereiro de 2025 para 471 no mesmo mês deste ano. Os furtos a pessoas nas ruas também tiveram alta de 21%, com 1.765 registros em fevereiro de 2026 contra 1.462 no mesmo período de 2025. Os estelionatos aumentaram de 11.836 registros em fevereiro do ano passado para 12.068 no mesmo mês deste ano.
Os números apresentados pelo ISP oferecem um panorama misto da segurança pública no Rio de Janeiro. Enquanto as mortes violentas e os roubos mostram tendência de queda, os crimes contra a dignidade sexual e os delitos patrimoniais como furtos e estelionatos seguem em alta, demandando atenção específica das autoridades e da sociedade.

