Francis Helena Cozta é uma atriz, bailarina, roteirista, publicitária e Jornalista brasileira. Nascida em São Paulo, ela consolidou uma trajetória sólida e independente nas artes e na comunicação, assumindo o controle de suas próprias narrativas tanto no palco quanto nos bastidores.

Francis é graduada em Publicidade e Propaganda, pós-graduada em Jornalismo em Plataformas Digitais pela prestigiada Faculdade Cásper Líbero e possui formação técnica em Cinema Total pelo Instituto de Cinema (INC). Diplomada em Ballet Clássico pela Royal Academy of Dance (Londres), ela une a precisão técnica da dança à intensidade da atuação dramática.

Como criadora, idealizou, roteirizou e protagonizou o projeto autoral Carta Para Mim, que nasceu no formato de websérie e transformou-se em um monólogo teatral de sucesso.

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Atuação Profissional

Projetos Autorais e Cinema:

É a força criativa por trás de Carta Para Mim, projeto indicado em duas categorias no festival internacional Rio Web Fest. No cinema, integrou o elenco de curtas-metragens premiados e exibidos em grandes festivais, como Às Três, Nove e Lollie — este último selecionado para exibição no Festival de Cannes. No formato de longa-metragem, destaca-se nos filmes Minha Mãe Sandra e Voragem.

Carreira nos Palcos e Teatro Musical:

Sua verdadeira base artística está no teatro inconvencional e imersivo, somando mais de 25 espetáculos no currículo. Transita com facilidade entre o drama e a comédia, com passes marcantes por produções como The Jury Experience Brasil e Dois Palitos ou A Fantástica Insensatez da Existência, além de espetáculos musicais que exploram sua sólida formação na dança.

Sua versatilidade ganha ainda mais força nas produções musicais. Além de cantar e atuar, Francis Helena Cozta integrou a prestigiada Cia Only Broadway e exerceu o papel técnico de "Dance Captain" (capitã de dança) em grandes montagens. Seu domínio musical a levou também para os bastidores do gênero, assinando a co-direção do espetáculo "Como é que se diz Eu te Amo", musical inteiramente embalado pelos sucessos da banda Legião Urbana.

Televisão e Streaming na Maturidade:

Na TV moderna e nas plataformas de streaming, acumula participações em produções de forte apelo dramático, como a elogiada série Segunda Chamada (Globoplay/Globo), além de atuações em Água na Boca (Band) e Carrossel (SBT). Iniciou sua trajetória na adolescência, integrando elencos de novelas clássicas dos anos 90, como a primeira versão de Éramos Seis (1994) no SBT. Ah, ela também fez Chiquititas...

E bota um "pero que sí" nisso! A vivência das gravações na Argentina rendeu a ela um Espanhol impecável e fluente — detalhe que ela mesma destaca com orgulho em seu documentário e que a levou, anos mais tarde, a comandar o Telecurso Espanhol na TV Globo e no Canal Futura.

 

Uma profissional desse porte, digna de estrelar um espetáculo na Broadway ou outro ícone cultural internacional, passou por uma transição interessante na carreira ao apagar do currículo sua participação nessa novela. Não por um chiliquito (trocadilho infeliz, perdão, Camões) de estrela, mas porque ela fez tanto progresso em tão pouco tempo que optou por destacar suas conquistas mais recentes e marcantes, já que o público insistia em lembrar dela só por esse trabalho. É como se lembrar da NASA só pela Apollo XI e se esquecer das sondas enviadas a Júpiter.

O mais incrível desta excelente protagonista é sua simplicidade como pessoa. Tive a grata experiência de vê-la ajoelhada, ajudando a arrumar a sala de exibição do Festival Cine Cerqueira, depois de vê-la brilhar na tela e no palco. Ela e o diretor do Festival, Marcelo Gomes, me impressionaram com essa atitude, digna do verdadeiro espírito que move os grandes artistas, os bastidores do Teatro, o artista de circo que voa no trapézio e que vende pipoca no intervalo, ainda maquiado com purpurina.

Ficou a vontade de ver a atuação dela como bailarina e pianista, mais duas cerejas nesse chantilly de talento, que dirige, roteiriza, ilumina, apita o pênalti, chuta, defende e vai comemorar com a galera. Quanta gente de talento tem esse Brasil! Isso sim é que é protagonista, caramba!

E, detalhe: que olhar marcante, que beleza discreta e na medida certa para não ofuscar a bagagem intelectual, olhos expressivos cor de mel, só para lembrar que essa joia é produto nacional, nossa jabuticaba, com orgulho!

Aproveite as cenas em close-up do filme "Carta Para Mim" e observe que rosto bonito esse talento tem! E para os espectadores mais atentos à linguagem oculta das lentes, vale reparar em uma sutil contradição poética do filme: enquanto seu depoimento menciona a figura do marido, os closes revelam suas mãos sem alianças. Um detalhe quase invisível, que abre margem para quem gosta de decifrar entrelinhas no cinema.

Uma das mudanças que ela fez foi a separação do marido e esse easter egg também poderia ser justificado pelo detalhe técnico de que uma aliança geraria reflexos na câmera, por isso é que muitas vezes os atores retiram joias e óculos, por exemplo. Pura cultura nerd, exclusiva deste repórter chato e metido a Sherlock Holmes... 

Ah! E para fechar com chave de ouro as investigações deste detetive de poltrona: reparou na grafia do sobrenome dela? Cozta com "Z". Não se trata de erro do cartório ou mera excentricidade.

Esse "Z" funciona quase como a própria "Marca do Zorro": uma assinatura forte, inconfundível, riscada a espada com elegância para separar a grande profissional de qualquer outra na multidão. Uma assinatura de quem veio para deixar sua marca definitiva na história do nosso audiovisual.

(A grafia "Cozta" com "Z" é uma variação fonética histórica do sobrenome Costa, registrada frequentemente antes da padronização ortográfica do Século XX devido ao som sibilante. Este registro histórico, que reflete a fonética luso-italiana, foi adotado como uma assinatura artística no mercado audiovisual).

 

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Para acompanhar a rotina e os novos projetos da artista, você pode acessar:

 

https://instagram.com/francishelenacozta

francishelenacozta.com