Há uma década no mercado, a Replit viveu nos últimos 18 meses uma transformação radical. A empresa de assistente de codificação com IA saltou de US$ 2,8 milhões de receita em 2024 para uma taxa anualizada que o CEO Amjad Masad descreve como US$ 1 bilhão. Em evento do TechCrunch, em São Francisco, Masad abordou desde a independência da empresa até planos de processar a Apple.
Questionado sobre a venda da rival Cursor para a SpaceX por US$ 60 bilhões, Masad foi categórico: a Replit não precisa vender. Enquanto a Cursor opera com margens negativas de 23%, a Replit tem retenção de receita líquida de até 300%, o que viabiliza a independência. Ele não descartou totalmente uma venda futura, mas destacou que a empresa tem economia para crescer sozinha.
Masad também criticou a Apple, acusando-a de mentiras na batalha na App Store, e disse que está disposto a levar o caso aos tribunais. Além disso, revelou planos de começar a investir em seus próprios clientes, reforçando a estratégia de longo prazo da companhia.
Concluindo, a Replit prova que é possível construir um negócio de IA bilionário sem depender de aquisições, desde que a disciplina financeira e a inovação estejam no centro da operação. O mercado, no entanto, segue atento: a independência total ainda é um desafio num setor dominado por gigantes.

