O Governo de São Paulo já colocou em movimento a quinta fase do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com distribuições registradas em diversos municípios paulistas nas últimas semanas. Apenas nas primeiras ações realizadas em 2026, cerca de 1,2 mil cestas já foram entregues, o que equivale a aproximadamente 12 toneladas de hortifrúti produzidos por agricultores familiares do estado.

As cestas, que pesam 10 quilos cada, reúnem uma variedade de alimentos frescos: folhosas, frutas, legumes, raízes e tubérculos. Todo esse alimento é destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social que estão cadastradas nos municípios participantes do programa.

Até o momento, 16 cidades já iniciaram as entregas desta etapa. A lista inclui Barrinha, Cravinhos, Dobrada, Santa Ernestina, Lucélia, Presidente Alves, Motuca, Herculândia, Salmourão, Iacri, Alvares Machado, Nova Canaã Paulista, Ouroeste, Ilhabela, Miguelópolis e Pirajuí. As próximas entregas já estão com data marcada: Dobrada e Santa Ernestina receberão as cestas na próxima quarta e quinta-feira, enquanto Lucélia tem distribuição prevista para o dia 24. Outras localidades seguem com o cronograma logístico em organização para as próximas semanas.

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Desde o início do ano, o investimento no programa já soma aproximadamente R$ 266 mil, o que permitiu a aquisição de cerca de 60 toneladas de alimentos. Nesse período, aproximadamente 6 mil cestas de 10 quilos já chegaram às mãos de famílias em situação de vulnerabilidade social nos municípios participantes.

Mas os números devem crescer bastante. Nesta fase do PAA, o Governo de São Paulo prevê um investimento total de R$ 4,2 milhões para a compra de hortifrútis. A meta é distribuir 48 mil cestas para famílias em situação de vulnerabilidade social em 63 municípios do estado. Isso corresponde a cerca de 480 toneladas de alimentos adquiridos diretamente dos produtores rurais.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destaca o duplo impacto positivo da iniciativa. “No PAA, o resultado é duplamente positivo. O programa fortalece o pequeno e o médio produtor rural, ao garantir mercado e renda para quem produz, e ao mesmo tempo assegura alimento de qualidade para famílias em situação de vulnerabilidade social. É uma política pública com impacto econômico e social, que beneficia a todos”, afirma.

Em São Paulo, o programa é uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Governo estadual. A execução fica a cargo da CATI (Diretoria de Assistência Técnica Integral), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

A escolha dos municípios que recebem o programa não é aleatória. A seleção é feita com base no CADInsans, um indicador de risco de insegurança alimentar grave municipal que é elaborado a partir dos dados do Cadastro Único (CadÚnico).

O PAA vai muito além da simples distribuição de comida. Além de apoiar as famílias mais necessitadas, ele fortalece a agricultura familiar ao garantir a compra da produção local. No ciclo anterior, 2024/2025, a iniciativa beneficiou 417 agricultores familiares paulistas, que produzem mais de 50 tipos diferentes de hortifrútis elegíveis para o programa.

Desde que o PAA começou a ser executado em território paulista, em 2021, os números impressionam: já foram entregues cerca de 640 mil cestas de alimentos em todo o estado. Esse trabalho cria uma ponte direta entre os produtores rurais e as famílias que enfrentam insegurança alimentar.

As entregas da fase atual começaram em fevereiro de 2026 e vão continuar ao longo dos próximos meses, seguindo o cronograma logístico de cada município. O processo envolve organização da produção, documentação e transporte dos alimentos. Finalmente, as cestas são distribuídas às famílias cadastradas e assistidas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou por entidades socioassistenciais parceiras.

O programa, portanto, cumpre um papel estratégico. Ele garante segurança alimentar para a população mais vulnerável, impulsiona a agricultura familiar, promove geração de renda no campo e fortalece a economia local dos municípios. Tudo isso ao integrar três pilares fundamentais: a produção rural, a assistência técnica e a destinação social dos alimentos.