Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Prêmio Ester Sabino para Mulheres Cientistas, uma iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo que visa reconhecer e valorizar o trabalho de pesquisadoras que contribuem para o desenvolvimento científico paulista. As indicações devem ser feitas obrigatoriamente por Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) sediadas no estado até o dia 17 de fevereiro, através do site www.inovacao.sp.gov.br.
O prêmio homenageia a imunologista e pesquisadora Ester Sabino, uma das cientistas brasileiras responsáveis pelo sequenciamento do genoma do coronavírus SARS-CoV-2, marco crucial durante a pandemia. A cerimônia de premiação está prevista para o dia 9 de março de 2026, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, reforçando o simbolismo da data.
Segundo a secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Stephanie da Costa, "O Prêmio Ester Sabino é uma oportunidade de a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação reconhecer e incentivar o trabalho de mulheres cientistas que tanto contribuem para o desenvolvimento do Estado de São Paulo. Além disso, é uma forma de promover a representatividade e mostrar às meninas que ciência se faz também por mulheres, e de forma brilhante".
A própria homenageada, Ester Sabino, destaca a importância de iniciativas como esta: "Os prêmios na ciência ajudam na divulgação do próprio campo científico e são importantes para que a população conheça o que estamos fazendo". Ela complementa: "E, quando destinados às mulheres, estimulam as jovens a seguir essa carreira".
A premiação é dividida em duas categorias distintas. A categoria Pesquisadora Sênior é destinada a cientistas com idade acima de 35 anos (considerando a idade que terão em 2026) e que possuam carreira nacional e internacional consolidada. Já a categoria Jovem Pesquisadora é voltada para cientistas com até 35 anos (também considerando 2026) que demonstrem destacado potencial científico.
Para inscrever as candidatas, as ICTs devem fornecer os dados completas das pesquisadoras, declarar as cinco realizações mais importantes de suas carreiras e apresentar o link do Currículo Lattes devidamente atualizado. Essa documentação é fundamental para que a comissão julgadora avalie o mérito de cada indicação.
A seleção das vencedoras ficará a cargo de uma comissão julgadora composta por cinco a sete cientistas. Esses profissionais devem estar vinculados a universidades públicas estaduais ou federais ou a institutos de pesquisa sediados em São Paulo, possuir titulação mínima de doutorado e reconhecimento científico tanto no Brasil quanto no exterior.
O prêmio surge em um contexto onde a representatividade feminina na ciência ainda enfrenta desafios, apesar dos avanços. Ao destacar trajetórias como a de Ester Sabino e de outras pesquisadoras paulistas, a iniciativa busca não apenas celebrar conquistas passadas, mas também inspirar futuras gerações de meninas a enxergarem a ciência como um caminho viável e promissor.
Com o prazo de inscrições se aproximando, a expectativa é que instituições de pesquisa de todo o estado mobilizem-se para indicar suas cientistas, garantindo que o prêmio reflita a riqueza e a diversidade da produção científica feminina em São Paulo. A cerimônia de 2026 promete ser um momento de celebração e reflexão sobre o papel essencial das mulheres no avanço do conhecimento.

