Os portos paranaenses seguem em ritmo acelerado, consolidando o estado como um dos principais corredores de exportação do Brasil. Entre janeiro e outubro, a movimentação total atingiu a marca de 61.213.363 toneladas, representando um crescimento significativo de 6,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 57.633.026 toneladas.

Os números refletem a força do agronegócio paranaense no cenário internacional. A soja se mantém como carro-chefe das exportações, com 13.015.446 toneladas embarcadas, seguida pelo farelo de soja (5.517.043 toneladas) e pelo açúcar a granel (4.660.606 toneladas). Esses três produtos respondem por grande parte do volume total movimentado pelos terminais portuários do estado.

No segmento de contêineres, os embarques apresentaram performance ainda mais expressiva, com expansão de 24% apenas no porto de Paranaguá, onde mais de 890 mil toneladas foram exportadas. No acumulado dos dez meses, a movimentação de contêineres supera 7,9 milhões de toneladas, com variação positiva de 4%. Destaque para as carnes de aves congeladas, que representaram 25,8% das exportações em contêineres, totalizando 2.270.587 toneladas no ano - mantendo Paranaguá como o maior corredor de exportação de carne de frango do mundo.

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Outro produto que reforça a liderança nacional dos portos paranaenses é o óleo de soja. Até o final de outubro, Paranaguá foi responsável pelo envio de 63% de toda a produção nacional do produto, com destino a países que totalizaram mais de 860 mil toneladas. Na movimentação geral de granéis líquidos, foram registradas 8.025.092 toneladas este ano, representando crescimento de mais de 3% em relação ao ano passado (7.799.610 toneladas).

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, mostrou-se otimista com os resultados: "Tudo indica que vamos superar o recorde de 2024, que foi de 66,7 milhões de toneladas movimentadas, pois já alcançamos 91,75% de todo o resultado do ano passado. A nossa meta é fechar 2025 com mais de 70 milhões", enfatizou.

O mês de outubro trouxe números particularmente expressivos para o milho, que registrou a maior alta nas exportações. Foram 3.547.433 toneladas do grão, representando um avanço extraordinário de 275% em relação ao mesmo mês de 2024 (945.174 toneladas). Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias, explicou o desempenho: "A produção do nosso Estado foi muito positiva, havendo um favorecimento à exportação do produto, casado à capacidade de nossos corredores de exportação que operam o ano todo sem filas para atracação".

No total, outubro registrou 5.867.284 toneladas operadas, representando US$ 4,2 bilhões em valor FOB (valor da carga no momento do embarque), resultado que supera todos os históricos para o mês. As exportações foram responsáveis pela maior parte das cargas, somando 3.552.621 toneladas. Vieira destacou também o desempenho da soja: "Nós temos um avanço também na exportação de soja, principalmente no grão, que alcançou 815.327 toneladas no mês".

Do lado das importações, os fertilizantes concentraram o maior volume, com 916.109 toneladas em outubro. Apesar do resultado mensal ficar 18% abaixo do registrado em outubro de 2024, no acumulado do ano os portos paranaenses mantêm a liderança nacional na recepção desse tipo de carga, com alta de 6% em relação ao ano anterior. O Paraná permanece como a principal porta de entrada de fertilizantes no país, respondendo por pouco mais de 25% de toda a importação brasileira.

Vieira ressaltou a eficiência operacional: "Nós tivemos uma eficiência muito grande, a perspectiva é de chegar próximo aos 12 milhões de toneladas de fertilizantes este ano, mostrando que o nosso complexo tem infraestrutura adequada e pronta para atendimento do mercado".

A infraestrutura portuária também mostra números positivos. O número de atracações de navios já supera todo o movimento de 2024: 2.341 atracações até agora, contra 2.298 registradas no ano passado. O fluxo de caminhões no pátio de triagem do Porto de Paranaguá avançou 22%, com 444.177 caminhões carregados com granéis sólidos frente a 392.214 veículos no ano anterior.

O modal ferroviário também apresentou evolução, com 17% a mais de composições recebidas nos últimos 30 dias analisados. A quantidade de cargas transportadas pelo modal cresceu 33% em relação a outubro de 2024, embora no total do ano haja uma pequena redução de 1% no número de vagões e queda de 0,4% nas cargas recebidas por ferrovia.

Os números consolidam o Paraná como peça fundamental na balança comercial brasileira, com previsão de fechar o ano com recordes históricos e reforçar ainda mais sua posição como um dos principais hubs logísticos do agronegócio nacional.