A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira, 17 de dezembro, a Operação Ouro Branco, um grande esquema de combate ao crime organizado que mirava o transporte ferroviário de grãos e alimentos. O alvo era uma quadrilha especializada em furtar trens carregados com farelo de soja e açúcar que seguiam para o Porto de Santos, um dos mais movimentados do país.

De acordo com as investigações, os criminosos agiram no mês de dezembro do ano passado, interceptando as composições e desviando a carga valiosa. O modus operandi envolvia a parada não autorizada dos trens e a transferência rápida da mercadoria para outros veículos, em um esquema que demandava planejamento e logística.

Até o momento, a operação resultou na prisão de três suspeitos, enquanto um quarto indivíduo está sob investigação e pode ser alvo de novas medidas. Além das prisões, os policiais apreenderam veículos utilizados no transporte da carga furtada, sacolas que serviam para a movimentação dos produtos e duas armas de fogo, que posteriormente foram identificadas como falsas.

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A força-tarefa mobilizou 29 agentes policiais e dez viaturas, que cumpriram quatro mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Todas as ações foram concentradas na cidade de Aguaí, localizada no interior paulista, a cerca de 200 quilômetros da capital. A operação foi coordenada pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divercar), unidade especializada em crimes contra o patrimônio de grande porte.

Segundo a polícia, a Operação Ouro Branco ainda está em andamento, com a possibilidade de novas prisões e apreensões. As investigações buscam identificar todos os envolvidos na rede criminosa, desde os executores até os receptadores da carga, que pode ter sido vendida no mercado ilegal. O prejuízo causado pelos furtos ainda está sendo calculado, mas estima-se que seja significativo, dada a quantidade e o valor das mercadorias.

Esse tipo de crime, conhecido como "furto de carga", é uma preocupação constante para as autoridades e para o setor logístico do Brasil, especialmente em rotas que levam aos portos. A operação representa um golpe importante na criminalidade organizada que atua no interior de São Paulo, reforçando a atuação das delegacias especializadas no combate a esse tipo de delito.