A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou nesta quarta-feira (4) o descarte de aproximadamente 400 engradados de cerveja falsificada, além de diversas caixas contendo rótulos e tampinhas de variadas marcas, em cumprimento à determinação judicial. O material foi apreendido durante uma operação policial no dia 18 de agosto de 2025 e representava parte de um esquema criminoso que estava se expandindo na região metropolitana de Curitiba.
Segundo o delegado da PCPR Thiago França, o descarte aconteceu na Cooperativa de Reciclagem Cooperare, em Curitiba, local devidamente credenciado para esse tipo de procedimento. Durante a ação, várias garrafas de vidro foram destinadas à destruição, após o esvaziamento do conteúdo alcoólico em local apropriado dentro da cooperativa, garantindo o descarte adequado e seguro.
O material descartado foi apreendido durante operação policial no dia 18 de agosto de 2025 pela equipe da PCPR de Quatro Barras, chefiada pela delegada Géssica Feitosa, após o recebimento de informações da inteligência policial provenientes da Delegacia de Cambará. As informações indicavam a atuação de um grupo criminoso especializado na falsificação de cervejas naquela região e que estaria expandindo suas atividades ilícitas para o município de Quatro Barras.
As diligências resultaram na identificação e desarticulação do esquema criminoso, com a apreensão de grande quantidade de bebidas adulteradas e insumos utilizados na falsificação, impedindo que os produtos fossem comercializados e consumidos pela população. A operação demonstra a atuação integrada das delegacias da PCPR em diferentes regiões do estado para combater crimes organizados.
A PCPR destaca que a falsificação de bebidas alcoólicas representa grave risco à saúde pública, além de causar prejuízos econômicos e concorrência desleal ao mercado formal. A corporação reforça seu compromisso permanente no combate a crimes contra a ordem econômica e a proteção do consumidor, ações que incluem desde a investigação inicial até o descarte ambientalmente adequado dos produtos apreendidos.
O caso serve como alerta para a população sobre os perigos de consumir produtos falsificados, que podem conter substâncias nocivas à saúde e não passam pelos controles de qualidade exigidos pela legislação brasileira. A PCPR continua suas investigações para identificar todos os envolvidos na rede criminosa e evitar que novos produtos falsificados cheguem ao mercado.

