Um auditório lotado na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba, testemunhou na noite desta terça-feira (2) o reconhecimento de 308 iniciativas que colocam a sustentabilidade ambiental e a gestão climática no centro de suas administrações. Todas foram condecoradas com o Selo Clima Paraná, premiação coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), que completa uma década em 2025.
Entre os laureados estão 21 organizações públicas, 254 entidades privadas e 33 na categoria Cidades. O aumento no número de condecorações foi expressivo: 66,5% em relação a 2024, quando 185 instituições receberam o troféu ambiental. No total, mais de 7.424 ações ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) foram declaradas à Sedest em 2025, com diversificação que atende aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A proposta, explica o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, reconhece ações voltadas à mitigação das mudanças do clima, ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento das práticas de responsabilidade socioambiental. "Nós somos o bem que fazemos. As pessoas que estão aqui recebendo esse importante selo fizeram o bem e foram certificados como empresas, municípios e instituições ambientalmente corretas, que fazem a diferença. A sustentabilidade tem o rosto do futuro, o olhar da esperança e de um Paraná cada vez mais verde", disse Greca.
O grupo Sinergia Engenharia de Meio Ambiente, de Curitiba, foi uma das organizações que levaram o troféu para casa, o Selo Clima A de sustentabilidade. A empresa faz o inventário corporativo da emissão de gases do efeito estufa desde a fundação, em 2014, mas há três anos decidiu inovar. Criou um software que garante o cálculo automatizado desse inventário, ganhando velocidade e robustez para agilizar a compensação.
"Essa é parte de uma série de ações de ESG que promovemos na empresa. A sustentabilidade está em nosso DNA", afirmou Juliana de Moraes Ferreira, uma das fundadoras da instituição. "Reproduzimos na nossa empresa o trabalho ambiental e sustentável que oferecemos aos nossos clientes", acrescentou Jéssica de Miranda Paulo, sócia do grupo.
"Passar pelo crivo do Governo do Estado e ser referendado por esse certificado nos mostra que estamos no caminho certo, com ações implementadas lá em 2015. É um reconhecimento que nos estimula a evoluir, a seguir compensando os gases emitidos pela nossa própria organização", afirmou o gerente de cooperativismo da central Sicredi PR-SP-RJ, André Alves de Assis.
O Selo Clima Paraná é uma iniciativa que envolve empresas privadas, instituições públicas e municípios. A avaliação dos participantes é baseada nos resultados alcançados nos 12 meses anteriores à inscrição e considera critérios como uso de energia renovável, compensação das emissões de gases de efeito estufa, implementação de programas sociais e boas práticas de governança e inovação tecnológica.
O selo tem validade de um ano e serve como um reconhecimento público das organizações que se destacam em suas ações climáticas e sustentáveis. Para empresas e municípios, obter o selo significa reforçar sua imagem institucional e consolidar o compromisso com práticas que reduzem impactos ambientais e promovem o desenvolvimento social e econômico de forma equilibrada e responsável.
Desde sua criação, o prêmio já reconheceu 800 organizações, com mais de 300 certificações em 2025. Isso reflete o crescente engajamento de diferentes setores na busca por soluções inovadoras e eficientes para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. "São diversas ações em âmbito social, ambiental e de governança que comprovam que o Selo Clima cresceu e vai crescer ainda mais. São pessoas que acreditam no projeto, que acreditam na sustentabilidade", disse o diretor de Políticas Ambientais da Sedest, Rafael Andreguetto.
Antes do evento, durante o 2º Encontro Paranaense de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade, a Sedest formalizou com o Serviço Social da Indústria (Sesi-PR) um termo de cooperação para colaborar com o Programa de Descarbonização da entidade, lançado nesta terça-feira (2). A ação conta também com a parceria da Fundação Araucária e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e visa apoiar as indústrias paranaenses na transição para a economia de baixo carbono, alinhada à pauta ESG e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O programa prevê capacitação técnica, linhas de financiamento diferenciadas e apoio científico para que micro, pequenas e médias empresas façam inventários de emissões, modernizem processos e adotem fontes renováveis. Em consonância com a Lei nº 22.624/2025, que institui a Política Estadual de Incentivo à Descarbonização, o Paraná reforça seu protagonismo nacional na promoção de uma indústria competitiva, inovadora e comprometida com a neutralidade climática até 2050.

