O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), está investindo mais de R$ 279 milhões na construção de 17 novos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs). A iniciativa faz parte de uma ampla reestruturação da rede de atendimento especializado no estado, com o objetivo claro de descentralizar os serviços, reduzir as filas de espera por consultas e exames e, principalmente, garantir que a população tenha acesso a esse tipo de cuidado de saúde mais perto de casa.
Atualmente, o Paraná já tem 13 AMEs em construção, com um investimento total que ultrapassa os R$ 247 milhões. Outros quatro estão em fase de licitação ou em processo de habilitação. Entre as obras mais adiantadas, destacam-se as unidades de União da Vitória, com 96,45% executada, Cianorte, com 95,19%, e Ivaiporã, com 93,53%. Outras estão em andamento em Paranavaí (53,16%); Ponta Grossa (87,5%); Cornélio Procópio (60,49%); Irati (84,16%); Jacarezinho (68,75%); Campo Mourão (55,54%); São José dos Pinhais (94,30%); Almirante Tamandaré (65,92%); e Paranaguá (35%), esta última em processo de relicitação. A obra em Apucarana começou recentemente.
As construções dos AMEs de Pitanga, Goioerê, Santo Antônio da Platina e Toledo devem ter início em breve. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, ressaltou a importância estratégica dos AMEs para a saúde pública do estado. “O atendimento especializado é um gargalo dentro do Sistema Único de Saúde e os AMEs atuam como um reforço da política de gestão deste governo em regionalizar a saúde, encurtando distâncias e levando os serviços para mais perto da casa do paranaense”, afirmou.
Para garantir o pleno funcionamento dessas novas unidades, o Governo do Estado também está investindo na aquisição de equipamentos e mobiliário. Em dezembro de 2025, foram anunciados R$ 42,5 milhões para equipar 10 AMEs que estão em construção. Além disso, a Sesa criou o Programa Estadual de Qualificação dos Consórcios Intermunicipais (QualiCis) e o Programa Estadual de Apoio à Atenção Especializada, o Regionaliza Mais Paraná, lançado em dezembro de 2025. Juntos, eles somam um investimento anual de R$ 136 milhões para o custeio e a manutenção dos serviços especializados gerenciados pelos consórcios.
De acordo com o secretário, a primeira fase do programa Regionaliza Mais Paraná prevê um aporte de R$ 36 milhões por ano para apoiar o custeio e a manutenção dos serviços especializados gerenciados pelos Consórcios Intermunicipais de Saúde (CIS), incluindo os AMEs. “Na segunda fase, o programa vai destinar R$ 40 milhões para o cofinanciamento de consultas”, destacou Beto Preto. “Pela primeira vez, despesas como água, energia elétrica, limpeza e vigilância passam a contar com apoio financeiro do Estado, deixando de ser custeadas exclusivamente pelos municípios e consolidando um novo modelo de cofinanciamento estadual”, concluiu o secretário.
Os AMEs são divididos em três tipos, de acordo com a sua estrutura e capacidade de atendimento. O AME Tipo I, com cerca de 4 mil metros quadrados, conta com 37 consultórios e 10 salas de exames. Algumas unidades desta categoria também oferecerão Centro de Especialidades Odontológicas, Centro de Fisioterapia e Laboratório de Análises. Esse modelo será implementado nas cidades de Almirante Tamandaré, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Paranavaí e São José dos Pinhais.
O AME Tipo II tem estrutura um pouco menor, com 2,5 mil metros quadrados de área, 22 consultórios e sete salas de exames. Este formato será adotado nos municípios de Cianorte, Irati, Ivaiporã e União da Vitória. Já o AME Tipo III funcionará como uma policlínica municipal, com consultórios médicos multiprofissionais e capacidade para atender cerca de 5 mil pacientes por mês. Essas unidades ocuparão uma área de aproximadamente 1.014 metros quadrados e serão construídas em Goioerê, Pitanga, Lapa, Santo Antônio da Platina, Foz do Iguaçu e Toledo. Além desses modelos, duas unidades com projeto próprio estão em andamento, sendo a unidade universitária de Ponta Grossa e a do Litoral, em Paranaguá.
Com a conclusão das obras e o início das atividades dos novos AMEs, a população terá acesso mais rápido e qualificado aos serviços de saúde, consolidando a regionalização como uma das principais estratégias do Governo do Estado para a área da saúde. A medida representa um avanço significativo na tentativa de resolver um dos maiores desafios do SUS no Paraná: a demora no acesso a especialistas e exames complementares.

