O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, assinou nesta terça-feira (11) o Decreto nº 11.873/2025, que autoriza a contratação direta de obras e serviços de engenharia no estado. A medida permite a dispensa de licitação em situações urgentes, garantindo agilidade na contenção, recuperação ou reconstrução de estruturas públicas danificadas por desastres naturais.

O documento também foi assinado pelo chefe da Casa Civil, Carlos Ortega, e pelo secretário estadual da Educação, Roni Miranda. O decreto segue as diretrizes da Lei Federal nº 14.133/2021, que institui a nova Lei de Licitações, e da Lei nº 14.981/2024, que trata de medidas especiais para esse tipo de contratação.

A medida é uma resposta direta ao tornado que atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu na última sexta-feira (7), causando estragos significativos na infraestrutura pública. A iniciativa vai agilizar os processos de reconstrução e reparo de escolas estaduais que sofreram danos com a tempestade.

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A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) poderão atuar com mais eficiência em casos que exijam intervenções imediatas para restabelecer a infraestrutura escolar. Com o apoio de 139 máquinas, as ruas de Rio Bonito do Iguaçu já estão quase desobstruídas, mostrando a rapidez na resposta do poder público.

O secretário Roni Miranda, que visitou as escolas de Rio Bonito do Iguaçu e acompanhou os trabalhos na segunda-feira (10), afirmou que o Governo do Estado vai garantir todos os investimentos necessários para a recuperação completa das escolas. O valor está estimado inicialmente em até R$ 5 milhões, mas será confirmado após a conclusão dos laudos do Fundepar.

"Já temos empresas contratadas emergencialmente e equipes em campo. O Paraná tem um planejamento específico para agir com rapidez em situações de catástrofe. O importante é que os estudantes iniciem o próximo ano letivo em um ambiente adequado e seguro", disse Miranda.

Duas das seis escolas estaduais de Rio Bonito do Iguaçu sofreram danos severos. O Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos, que atende 128 estudantes, teve os principais danos concentrados na cobertura e retorna às aulas nesta quarta-feira (12). Já o Colégio Estadual Ludovica Safraider, a maior unidade da região, que atende 389 estudantes, ainda está sem previsão de retorno às aulas por conta dos danos em toda sua estrutura.

O documento também permite o uso do Sistema de Registro de Preços (SRP) para agilizar as contratações e reduzir custos, especialmente em programas de reconstrução e recuperação. O SRP poderá ser gerenciado pela Fundepar ou outros órgãos estaduais que coordenem ações emergenciais.

Para garantir o atendimento imediato, a Fundepar enviou R$ 75 mil por meio do Fundo Rotativo, sendo R$ 50 mil destinados ao Colégio Ireno Alves e R$ 25 mil ao Colégio Ludovica Safraider. O recurso já está sendo utilizado em reparos prioritários e ações de limpeza.

Nesta terça-feira (11), a presidente da Fundepar, Eliane Teruel Carmona, esteve em Rio Bonito do Iguaçu para acompanhar as equipes técnicas e dar início à contratação das empresas responsáveis pelas obras de reconstrução e recuperação das escolas danificadas.

Engenheiros do Núcleo Regional e da Fundepar seguem em campo para detalhar o cronograma das intervenções, com prioridade para o CE Ludovica Safraider, que teve o ginásio totalmente destruído. A rede de manejo que atua em desastres já amparou 2,3 mil animais em Rio Bonito do Iguaçu, mostrando que a resposta ao desastre vai além da infraestrutura física.