A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1º) a Operação Perfil Sombrio, uma ação que resultou na prisão em flagrante de cinco homens e na apreensão de dois adolescentes. Os crimes investigados são de armazenamento, produção e distribuição de pornografia infantil e estupro de vulnerável.

A operação foi conduzida pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), com o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão na capital paulista e região metropolitana. As ordens judiciais foram obtidas após investigações da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, da Divisão de Proteção à Pessoa do DHPP.

As investigações tiveram início a partir de denúncias recebidas do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC), organização internacional que alertou sobre o compartilhamento de material de exploração sexual infantil na internet. A partir dessas informações, os policiais iniciaram um trabalho técnico minucioso.

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Os agentes utilizaram requisições de dados cadastrais a operadoras de telefonia, rastreamento de endereços IP, análise de logs e trabalho de inteligência altamente especializado. Para tanto, foram empregados softwares forenses avançados capazes de identificar, catalogar e recuperar arquivos de dispositivos eletrônicos.

O trabalho investigativo revelou fluxos recorrentes de produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, além de elementos que indicavam práticas de estupro de vulnerável. Além das cinco prisões em flagrante, três homens foram indiciados e serão investigados em inquérito policial.

Durante os mandados, foram apreendidos dez celulares, dois notebooks e dois pendrives, todos contendo material ilícito. A ação mobilizou 65 agentes da divisão, distribuídos em 30 viaturas, para o cumprimento simultâneo dos mandados e coleta de elementos probatórios.

As equipes utilizaram drones para monitorar os suspeitos e a movimentação nas áreas de comunidade, garantindo a segurança tanto dos policiais quanto dos presos. A operação demonstra a sofisticação das investigações policiais no combate a crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes.

O caso segue sob investigação, e os presos serão encaminhados ao sistema de justiça. A Polícia Civil reforça que continua atuando no combate a crimes de exploração sexual infantil, utilizando tecnologia e inteligência para identificar e prender os responsáveis.