A primeira quarta-feira gratuita de 2025 no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, foi marcada por filas que se estenderam por todo o vão do museu desde as primeiras horas da manhã. O movimento intenso reuniu principalmente famílias que aproveitaram as férias escolares para conhecer o acervo do espaço cultural, consolidando uma tradição que se repete todas as quartas-feiras e nos últimos domingos de cada mês.
A gratuidade tem como objetivo ampliar o acesso à cultura e incentivar o público a usufruir dos espaços expositivos, tornando o MON cada vez mais inclusivo. O diretor administrativo e financeiro do museu, Colmar Chinasso Filho, destacou que o número de visitantes vem crescendo ano após ano. "Isso se deve a um conjunto de fatores e ações, como grandiosas exposições inéditas, muitas obras e melhorias de infraestrutura, programas de acessibilidade e ações educativas", explicou Chinasso.
Em 2025, o MON bateu um recorde histórico: 720 mil visitantes passaram pelo museu. O diretor atribui parte desse sucesso às políticas de acesso gratuito. "As tradicionais quartas gratuitas sempre atraíram um grande número de pessoas ao museu e, em 2025, instituímos também o último domingo do mês com entrada gratuita, facilitando dessa forma o acesso de todos os públicos ao Museu", completou.
Entre os visitantes, a técnica de enfermagem Ivone Soares Luz não se importou com a longa fila. Paulista que mora há três anos em Curitiba, ela aproveitou para levar os três netos para uma imersão cultural. "Meus netos adoram vir aqui. Eu costumo vir às quartas que não paga, ainda mais agora nas férias dos meus netos", contou. Ao saber que a gratuidade também vale nos últimos domingos do mês, ela já planeja novas visitas.
Turistas de outras regiões também marcaram presença. A vendedora paraguaia Edith Sanchez, que mora em Santa Catarina, visitou o MON pela primeira vez durante sua viagem a Curitiba. "A estrutura do lugar é grandiosa, estou muito curiosa para ver o que tem lá dentro. Aqui fora já é maravilhoso, imagina lá dentro", disse antes de entrar.
A socióloga e professora aposentada Deolinda Campos, também paulista que se mudou para Curitiba após a aposentadoria, destacou a arquitetura como um dos grandes atrativos. "Vim também pelo próprio Oscar Niemeyer. Não tem como não falar do melhor arquiteto do século XX", afirmou.
O naturólogo Alan Kornin, curitibano de nascimento, aproveitou a programação gratuita pela primeira vez e ressaltou a importância da iniciativa. "O acervo em si é bem interessante, a arquitetura também chama bastante atenção, assim como as esculturas na parte de fora. A integração da natureza com a arte é bem interessante também", observou.
Durante as férias, o MON oferece uma programação especial que inclui oficina de fotografia, ateliês e visitas guiadas. Os visitantes podem conferir diversas exposições em cartaz, como "Através", de Mariana Palma; "Teia à Toa", do artista Barrão; "Sonhos de Cinema: Arte para a Sétima Arte"; "Veemente", de Gabriel de la Mora; e "Pure Gold – Upcycled! Upgraded!", entre outras.
Também estão em exibição as mostras "Afeganistão – Tapetes de Paz e Guerra"; "Trilhos e Traços – Poty 100 anos"; "África, Expressões Artísticas de um Continente"; "Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses"; e "O Mundo Lúdico dos Mangás e Animes", além do "Pátio das Esculturas", "Espaço Niemeyer" e "MON sem Paredes".
O Museu Oscar Niemeyer é um patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de possuir grandiosas coleções asiática e africana. Com um acervo de aproximadamente 14 mil obras de arte distribuídas em mais de 35 mil metros quadrados de área construída, o MON se consolida como o maior museu de arte da América Latina.

