O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, general Daniel Caine, detalhou neste sábado (3) toda a operação militar que resultou na captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cília Flores. Em declaração à imprensa, o militar descreveu com precisão cirúrgica o planejamento e execução da ação, denominada Operação Resolução Absoluta.
Segundo o relato oficial, a invasão foi deflagrada na noite de sexta-feira (2), às 22h46 no horário do Leste dos EUA, após ordem direta do presidente Donald Trump. "Ele nos disse — e apreciamos isso, senhor presidente, 'boa sorte e que Deus os acompanhe'. Essas palavras foram transmitidas a toda a força conjunta", revelou Caine durante o briefing.
A operação mobilizou um efetivo impressionante: 150 aeronaves decolaram de 20 bases militares diferentes espalhadas pelo Hemisfério Ocidental. A frota incluía bombardeiros, caças, plataformas de inteligência, reconhecimento e vigilância, além de aeronaves de asas rotativas. "Milhares e milhares de horas de experiência estavam em voo", destacou o general, enfatizando a complexidade da missão.
O planejamento meticuloso durou meses e envolveu agências de inteligência como CIA e NSA, que mapearam minuciosamente os hábitos de Maduro. "Onde vivia, para onde viajava, o que comia, o que vestia, e quais eram seus animais de estimação", enumerou Caine, demonstrando o nível de detalhe da preparação.
A chegada das forças especiais ao complexo onde Maduro estava ocorreu às 2h01, horário da Venezuela. Segundo o relato, as equipes de captura foram alvejadas ao chegar à "área alvo" na região central de Caracas, mas responderam com "fogo em legítima defesa, de forma esmagadora". Uma aeronave norte-americana foi atingida, mas permaneceu operável.
"Maduro e sua esposa, ambos indiciados, renderam-se e foram detidos pelo Departamento de Justiça, com o apoio das Forças Armadas dos Estados Unidos, com profissionalismo e precisão, sem qualquer perda de vidas americanas", afirmou o general. O casal estaria agora custodiado em um navio da Marinha norte-americana em deslocamento para Nova York.
O secretário de Defesa dos EUA, Peter Hegseth, que também participou da declaração, adotou tom ameaçador: "Nicolás Maduro teve sua chance, assim como o Irã teve a sua, até que deixou de ter. Ele passou do limite e sofreu as consequências". Hegseth destacou ainda que "o presidente Trump leva extremamente a sério a interrupção do fluxo de gangues e violência para o nosso país".
Mais cedo, Donald Trump já havia reforçado o discurso de ameaça contra países considerados inimigos e anunciou que os Estados Unidos passarão a governar a Venezuela temporariamente, até realizar uma "transição segura e apropriada".
O general Caine finalizou alertando que "nossas forças permanecem na região em alto estado de prontidão, preparadas para projetar poder, defender-se e proteger nossos interesses regionais". A operação gerou reações internacionais imediatas, com a África do Sul solicitando reunião urgente do Conselho da ONU e países latino-americanos se manifestando sobre o ataque.

