Em meio ao calor da Flórida, o paddock da F1 se transformou em um point de negócios para startups e venture capital. Observando de perto, um repórter do TechCrunch notou fundadores e investidores — os ricos e os mais ricos — se misturando em busca de acordos. As conversas mal paravam, exceto por olhares ocasionais para a pista, onde pilotos, trancados em máquinas multimilionárias, perseguiam a bandeira quadriculada.
O fim de semana da F1 é um evento de três dias, com a corrida como final. No meio, há kickoffs, soirées, coquetéis, jantares e takeover de casas noturnas — espaços onde negócios e prazer se confundem. Historicamente, eventos assim, que concentram riqueza, são locais onde acordos são fechados. Mas a popularidade do paddock cresceu entre startups e VCs nos últimos anos. “É um lugar quente para quem tem acesso tentar fechar um negócio”, disse um fundador, lembrando de ter sido levado ao paddock por uma venture firm há dois anos.
Este ano, Chandler Malone, fundador, disse que nem foi à corrida; só foi a alguns eventos paralelos. Muitas venture firms estavam promovendo eventos, muito mais que o normal. “Você nomeia o fundo, tinha alguém lá recebendo clientes”, contou Marell Evans, investidor, ao TechCrunch. “Muita gente perdeu o Milken pela F1 Miami.” As equipes de F1, antes patrocinadas por petroleiras, tabaco, bancos e álcool, agora abraçam gigantes da ferrovia moderna. As cores dos carros nesta temporada — estampadas com IA, computação em nuvem e logos de empresas de tecnologia — são um sinal literal de onde está o dinheiro. Os últimos cinco anos refletem essa mudança.

