O carnaval do Rio de Janeiro, famoso por suas escolas de samba grandiosas, está dando um passo importante para valorizar o futuro da festa: as escolas de samba mirins terão mais dias para desfilar na Marquês de Sapucaí em 2026. A mudança foi definida em um sorteio realizado na sede da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), onde os dirigentes das agremiações conheceram os detalhes do novo formato, que promete ampliar a visibilidade e a participação da criançada no maior espetáculo da Terra.

Até então, os desfiles mirins costumavam acontecer em um único dia, geralmente na sexta-feira que antecede o Sábado das Campeãs. Agora, além da tradicional data de 20 de fevereiro, os pequenos sambistas também vão brilhar na abertura dos ensaios técnicos, com apresentações marcadas para os dias 31 de janeiro, 1º e 8 de fevereiro. Essa expansão no calendário não só diversifica as oportunidades de apresentação, mas também integra os desfiles mirins à preparação geral do carnaval, dando um tom especial aos ensaios que antecedem os grandes desfiles do Grupo Especial.

Para a diretora cultural da Liesa, Evelyn Bastos, a medida é fundamental para fortalecer a base do carnaval carioca. "As escolas mirins são a base do nosso carnaval. É aqui que nascem futuros ritmistas, passistas, intérpretes, casais de mestre-sala e porta-bandeira e tantos outros componentes", avaliou. A fala de Bastos reforça a importância dessas agremiações como celeiro de talentos, onde crianças e adolescentes aprendem não apenas a sambar, mas também a valorizar a cultura, a história e o trabalho em equipe que fazem do carnaval uma tradição única no Brasil.

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A nova agenda dos desfiles mirins foi divulgada com a ordem de apresentações para cada data. No sábado, 31 de janeiro, a partir das 18h, sobem à avenida a Miúda da Cabuçu, os Inocentes da Caprichosos e o Império do Futuro. No domingo, 1º de fevereiro, com início às 17h30, é a vez dos Golfinhos do Rio de Janeiro, Ainda Existem Crianças na Vila Kennedy e Petizes da Penha. Já no domingo, 8 de fevereiro, a partir das 18h, desfilam os Corações Unidos do CIEP e a Nova Geração da Estácio de Sá.

O ponto alto da programação mirim, no entanto, continua sendo a sexta-feira, 20 de fevereiro, véspera do Sábado das Campeãs, com início às 17h. Nesse dia, a Sapucaí receberá um desfile mais extenso, com 12 agremiações: Infantes do Lins, Herdeiros da Vila, Pimpolhos da Grande Rio, Tijuquinha do Borel, Estrelinha da Mocidade, Mangueira do Amanhã, Aprendizes do Salgueiro, Sonho do Beija-Flor, Filhos da Águia, Crias Imperatriz, Netinhos do Tuiuti e Virando Esperança. Essa data mantém o caráter especial de encerramento das apresentações mirins, servindo como um aquecimento emocionante para o final de semana decisivo do carnaval.

A decisão de ampliar os dias de desfile para as escolas mirins reflete uma tendência crescente de investir na formação e no incentivo às novas gerações dentro do carnaval. Além de proporcionar mais visibilidade, a mudança pode atrair um público maior para os ensaios técnicos, que costumam ser eventos mais intimistas, e fortalecer o vínculo das comunidades com suas agremiações desde a infância. Para os pequenos sambistas, é uma chance de viver a magia da avenida com mais frequência, aprimorando suas habilidades e sonhando com um futuro entre os grandes do samba.

Enquanto isso, outras notícias relacionadas ao carnaval 2026 já começam a movimentar o Rio. O carnaval não oficial, por exemplo, abriu a pré-folia neste domingo, com blocos de rua aquecendo os tamborins para a festa que está por vir. Além disso, a prefeitura iniciou o credenciamento de ambulantes para o carnaval de rua 2026, garantindo que a estrutura de comércio e alimentação esteja preparada para receber os milhões de foliões esperados. Tudo isso mostra que, mesmo a dois anos de distância, a máquina do carnaval já está em movimento, com as escolas mirins ocupando um lugar de destaque nesse planejamento.

Com essa nova formatação, o carnaval 2026 promete não apenas manter o esplendor dos desfiles adultos, mas também dar um show à parte com a energia e a criatividade das crianças. É um reconhecimento de que, sem a base mirim, o futuro do samba poderia ficar comprometido. Afinal, como bem disse Evelyn Bastos, é ali, entre os ensaios e as fantasias coloridas, que nascem os grandes nomes que um dia vão comandar a bateria, cantar o samba-enredo ou carregar a bandeira de suas escolas no coração da Sapucaí.