As escolas estaduais de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, estão retomando as aulas de forma gradual após o tornado que devastou o município na última sexta-feira (7). Nesta quarta-feira (12), quatro unidades reabriram as portas para receber os estudantes: os colégios estaduais Pinhalzinho, José Alves dos Santos, Iraci Salete Strozack e Sebastião E. da Costa. Essa medida faz parte de um esforço coordenado para normalizar a vida escolar enquanto a comunidade enfrenta os impactos da tragédia.

A secretaria estadual da Educação (Seed-PR) adotou uma postura de compreensão em relação à presença dos alunos. Muitas famílias tiveram suas casas destruídas e ainda lidam com dificuldades de deslocamento e reorganização, devido aos danos generalizados. Por isso, a Seed-PR afirma que não haverá penalidades para estudantes que não puderem comparecer às aulas neste momento. A flexibilidade é crucial para não sobrecarregar as famílias em um período de reconstrução, garantindo que ninguém seja prejudicado academicamente.

O processo de retomada começou na terça-feira (11) com o Colégio Estadual Joaquim Nazario Ribeiro, que atende 115 alunos. Na quinta-feira (13), está previsto o retorno do Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos. No entanto, o Colégio Estadual Ludovica Safraider, que foi o mais afetado pelo tornado, permanece sem previsão de retomada presencial. Enquanto isso, os alunos que dependem de transporte escolar – cuja frota foi danificada – e os estudantes do CE Ludovica Safraider estão sendo atendidos por meio de planos de estudo impressos e, quando possível, aulas remotas. Essa abordagem busca minimizar a interrupção do aprendizado, mesmo diante das limitações logísticas.

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Paralelamente à retomada das aulas, o Governo do Estado anunciou um investimento de R$ 10 milhões para a reconstrução completa do Colégio Estadual Ludovica Safraider. A obra será executada pelo Fundepar e incluirá a reconstrução de blocos de salas, substituição integral do telhado, reforma elétrica, climatização e construção de um novo ginásio de esportes. Essa iniciativa visa não apenas reparar os danos, mas modernizar a infraestrutura escolar, tornando-a mais segura e adequada para o ensino.

Além disso, o Estado mantém equipes do programa Mãos Amigas, compostas por pessoas privadas de liberdade, operários de empresas contratadas e técnicos da Fundepar e do Instituto Água e Terra (IAT). Essas equipes atuam na limpeza, remoção de entulhos e recuperação de estruturas danificadas, acelerando o processo de reconstrução. A presidente da Fundepar, Eliane Teruel Carmona, destacou que a reconstrução das escolas é uma prioridade. "A destruição provocada pelos ventos foi grande, mas a resposta do Estado está sendo ainda maior. Estamos reconstruindo escolas modernas e seguras, que simbolizam o recomeço de toda uma comunidade", afirmou.

O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, reforçou que a prioridade é garantir segurança e acolhimento aos estudantes e suas famílias. Ele explicou que as escolas estão reabrindo gradualmente, e o Estado compreende as dificuldades enfrentadas. "Nenhum estudante será prejudicado por ausências neste momento de reconstrução e adaptação", disse Miranda, enfatizando o compromisso com o bem-estar da comunidade escolar.

O cronograma de retorno das aulas em Rio Bonito do Iguaçu está sendo seguido rigorosamente: na terça-feira (11), retornou o CE Joaquim Nazario Ribeiro (com 115 estudantes); na quarta-feira (12), voltaram o CE Pinhalzinho (111 estudantes), CE José Alves dos Santos (105), CE Iraci Salete Strozack (607) e CE Sebastião E. da Costa (109); e na quinta-feira (13), está previsto o retorno do CE Ireno Alves dos Santos (128 estudantes). O CE Ludovica Safraider, com 389 estudantes, continua sem data definida para reabertura, mas recebe atenção especial com os planos de estudo alternativos.

Essas ações refletem um esforço conjunto para superar os desafios pós-desastre, focando na educação como pilar para a recuperação da comunidade. Com investimentos significativos e medidas de apoio, as autoridades buscam não apenas restaurar a normalidade, mas fortalecer o sistema educacional para o futuro.