O guitarrista Eric Clapton, que completa mais um ano de vida neste 30 de março, tem uma carreira que se entrelaça profundamente com a história do blues e do rock. Suas músicas não são apenas composições, mas verdadeiros registros emocionais de uma vida repleta de altos e baixos.

Em 1970, Clapton formou a banda Derek and the Dominos para gravar um álbum considerado um dos mais intensos do rock. A faixa "Layla" nasceu de um amor impossível: o músico estava apaixonado por Pattie Boyd, na época esposa de seu melhor amigo, George Harrison. Inspirado no poema persa "A História de Layla e Majnun", que narra um amor que leva à loucura, Clapton transformou sua angústia em arte. A participação de Duane Allman na guitarra slide e a icônica coda de piano elevaram a música a um status lendário.

Vinte anos depois, em 1991, Clapton enfrentou a tragédia mais dolorosa de sua vida: a morte de seu filho Conor, de apenas quatro anos, que caiu da janela de um apartamento. Dessa imensa dor surgiu "Tears in Heaven", escrita em parceria com Will Jennings. A música, de tom acústico e delicado, questiona se o filho o reconheceria no céu e serviu como uma ferramenta de cura pessoal para o artista.

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