O Carnaval de 2026 em São Paulo registrou uma queda significativa nos roubos e furtos de celulares, graças a uma estratégia integrada de segurança que combinou reforço no efetivo policial e o uso de tecnologia de ponta. De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), houve uma redução de 16,7% nesses crimes na capital paulista, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Entre os dias 13 e 17 de fevereiro deste ano, foram registrados 2.088 casos de roubo e furto de celulares, enquanto no Carnaval de 2025, celebrado entre 28 de fevereiro e 4 de março, o número chegou a 2.506 ocorrências. A maioria dos casos foi de furto, representando 69% do total de registros na capital.
As ações adotadas fazem parte de uma estratégia mais ampla do Governo do Estado para proteger os foliões, garantir a ordem pública e intensificar a prevenção e repressão a crimes durante todo o período festivo. As Polícias Civil e Militar definiram previamente táticas para reforçar a segurança da população, com foco especial em crimes envolvendo celulares, já que criminosos costumam se aproveitar de grandes aglomerações para atuar.
"Essa redução dos roubos e furtos de celulares é resultado direto de planejamento, integração e presença de policiais nas ruas. Quando somamos estratégia bem definida, monitoramento em tempo real e policiamento ostensivo, conseguimos antecipar movimentos do crime e proteger a população, que conseguiu aproveitar os dias de festa", afirmou o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.
Durante as ações nos blocos de rua, as forças de segurança recuperaram mais de 70 celulares em posse de criminosos. Os aparelhos foram encaminhados às delegacias, responsáveis por identificar e acionar as vítimas para devolução. Em uma das ocorrências mais emblemáticas, no sábado (14), em um bloco na região da República, no centro de São Paulo, policiais fantasiados de personagens do desenho Scooby-Doo prenderam três criminosos que se aproveitavam da aglomeração para furtar celulares. Ao todo, oito aparelhos foram recuperados com o trio.
No domingo (15), também na região da República, duas mulheres foram detidas logo após furtarem um folião. Policiais civis fantasiados de Minions flagraram a ação, prenderam as suspeitas e devolveram o celular imediatamente à vítima. Essas abordagens criativas, aliadas ao uso de drones e câmeras inteligentes, permitiram uma atuação mais eficiente e discreta das forças de segurança.
Em todo o estado de São Paulo, a redução foi ainda mais expressiva: os registros de roubos e furtos de celulares caíram de 3.609 para 2.818 ocorrências, uma diminuição de 21,9% entre o Carnaval do ano passado e o deste ano. Os furtos lideraram no estado, com 67% das ocorrências.
Os números positivos não se limitaram ao período oficial do Carnaval. Segundo os dados da SSP-SP, os roubos e furtos de celulares caíram 26,4% no fim de semana de pré-Carnaval no estado. Em números absolutos, houve 587 ocorrências no ano passado contra 432 agora. O período analisado é o dos dias 7 e 8 de fevereiro deste ano, na comparação com 22 e 23 de fevereiro de 2025.
O levantamento contempla todos os registros feitos depois do evento e também as ocorrências registradas por meio da Delegacia Eletrônica, que tem prazo de até 48 horas para a validação do boletim. Os números do pós-Carnaval ainda serão contabilizados.
Além da redução nos crimes contra celulares, as ações resultaram em 94 prisões durante os quatro dias de Carnaval na capital. As Polícias Civil e Militar prenderam pessoas por envolvimento em crimes como furto, roubo, adulteração de bebidas, entre outros. Somente pela Polícia Civil, foram registradas 52 prisões, a maioria realizada por agentes do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que, disfarçados, se infiltraram nos blocos com o objetivo de prevenir e combater crimes.
Pela Polícia Militar, que mobilizou mais de 5 mil agentes por dia durante o período de festas, foram registradas 42 prisões no último fim de semana. Considerando também o pré-Carnaval, nos dias 7 e 8 de fevereiro, o número chega a 57 detenções — entre elas, oito procurados pela Justiça capturados, segundo o levantamento da Coordenadoria Operacional da PM (CoordOp).
A corporação também registrou 22 ocorrências de furto de celular, seis de roubo de celular, cinco de agressão, 18 de perturbação de sossego e dez relacionadas ao tráfico de drogas. Um dos casos resultou na prisão de um homem que vendia doces com maconha em um bloco no Parque Ibirapuera. Ele foi flagrado com o auxílio de drones da PM, que monitoravam a área.
Os resultados demonstram que a combinação de tecnologia, planejamento estratégico e presença ostensiva das forças de segurança pode gerar impactos positivos significativos na redução da criminalidade durante grandes eventos. A experiência de São Paulo no Carnaval 2026 serve como um exemplo de como a integração entre inovação e trabalho policial tradicional pode proteger a população e garantir que a festa seja aproveitada com mais segurança por todos.

