O clima de folia já tomou conta de várias capitais brasileiras. Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Olinda, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte vivem dias intensos de carnaval, com ruas lotadas de foliões atrás da diversão oferecida pelos blocos de rua, escolas de samba, festas e muito axé. Com a alta movimentação de turistas nacionais e estrangeiros, aumenta também a preocupação com golpes e contratações irregulares de serviços. Para ajudar a garantir uma festa segura, o Ministério do Turismo (MTur) reforça a importância de consultar o Cadastro Nacional de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) antes de fechar qualquer negócio.
O Cadastur é o sistema oficial do governo federal que reúne e identifica empresas e profissionais da área de turismo que estão aptos e legalizados para exercer suas atividades no Brasil. O cadastro é obrigatório para uma série de serviços, incluindo guias de turismo, agências de viagens, meios de hospedagem (hotéis, pousadas), organizadoras de eventos, centros de convenções, casas de espetáculos, transportadoras turísticas, parques temáticos e acampamentos turísticos. Atualmente, mais de 190,6 mil prestadores estão cadastrados em situação regular em todo o país.
Para acessar a ferramenta, o turista deve entrar no site do Cadastur e clicar na opção "Sou Turista - Consultar Prestadores". A consulta é gratuita e pode ser feita de diferentes formas: pelo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa, pelo nome fantasia ou, no caso de guias de turismo, pelo Cadastro de Pessoa Física (CPF) do profissional. É possível ainda filtrar a busca por localidade e tipo de atividade. Se o prestador de serviço não for encontrado na consulta, é um forte indício de que ele não está regularizado perante o MTur.
Além da consulta, o site do Cadastur oferece dicas valiosas para quem quer acertar no planejamento da viagem e evitar problemas. Entre as orientações, destacam-se: desconfiar de preços muito abaixo do mercado; buscar referências e consultar opiniões sobre o prestador em sites de avaliações na internet; analisar cuidadosamente as condições do contrato antes de assinar, com atenção especial a cláusulas de cancelamento e alterações; exigir e guardar todos os comprovantes da aquisição do serviço, como contrato, e-mails, propagandas, ingressos e nota fiscal, que podem ser essenciais para reivindicar direitos; e, por segurança, contratar empresas de ecoturismo ou turismo de aventura que sigam as normas técnicas de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Caso o consumidor identifique uma empresa ou profissional atuando sem registro no Cadastur, ou se sentir prejudicado em seus direitos, o MTur orienta a fazer uma denúncia. O primeiro passo é procurar o órgão de defesa do consumidor do seu estado. Outra opção é acessar a plataforma Consumidor.gov.br, um serviço público colaborativo que permite a interlocução direta entre consumidores e empresas para resolver conflitos de consumo de forma mais ágil.
Os números deste carnaval mostram a dimensão da festa e a importância de se planejar com segurança. Para 2026, o Ministério do Turismo estima que mais de 65 milhões de foliões devem ir às ruas em todo o Brasil, um aumento de 22% em comparação com 2025. A confraternização deve movimentar cerca de R$ 14,48 bilhões na economia, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), representando uma alta de 4% em relação ao ano anterior. Com tanta gente circulando e gastando, a atenção aos detalhes na hora de contratar serviços pode fazer a diferença entre uma experiência memorável e uma grande dor de cabeça.

