Uma capivara jovem, macho, pesando cerca de 40 quilos, voltou ao seu habitat natural no Sudoeste do Paraná, em uma ação simbólica para celebrar o Dia Nacional dos Animais, comemorado no último sábado (14). O animal havia sido resgatado após um atropelamento e passou por tratamento no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS) da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), em Guarapuava.
O resgate aconteceu na segunda-feira (9), quando voluntários e bombeiros de Pato Branco encontraram a capivara com diversas escoriações, incluindo um corte na região da mandíbula. O animal foi encaminhado para a regional do Instituto Água e Terra (IAT) em Pato Branco, que integra a rede de apoio à fauna silvestre coordenada pelo órgão estadual.
Após avaliação veterinária, a capivara foi transferida para o CETRAS, onde ficou seis dias em recuperação, recebendo cuidados específicos para suas lesões. Com a melhora do estado de saúde, os técnicos do IAT constataram que o animal estava apto para retornar à natureza, realizando a soltura na semana passada.
Hydrochoerus hydrochaeris é o nome científico da capivara, o maior roedor do mundo. Esses animais são herbívoros, alimentando-se principalmente de capim, grama, ervas e vegetação aquática. Seu habitat natural inclui manguezais, savanas, lagos, rios e pântanos – sempre próximos a corpos d'água permanentes, áreas alagáveis ou represas.
A água tem função vital para as capivaras: serve como esconderijo e proteção contra predadores naturais, além de ser essencial para reprodução, alimentação e regulação da temperatura corporal. Uma adaptação interessante são as pequenas membranas entre os dedos, que dão mais eficiência ao nado.
O período de gestação das capivaras é de aproximadamente cinco meses, resultando em ninhadas que costumam ter cerca de cinco filhotes. A espécie é comum em várias regiões do Brasil e desempenha papel importante nos ecossistemas onde vive.
O Instituto Água e Terra mantém uma rede de apoio à fauna silvestre no Paraná, que inclui centros especializados como o CETRAS. Recentemente, o órgão também participou de operações como a que resgatou 42 aves de cativeiro em Assis Chateaubriand, em parceria com a Polícia Civil do Paraná (PCPR).
Ajude a fauna – Ao avistar algum animal silvestre ferido ou para denúncias de atividades ilegais contra animais, entre em contato por meio da Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT). Se preferir, ligue para o Disque Denúncia 181. Informe de forma objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento.
O IAT também criou recentemente um novo canal para denúncias de crimes ambientais no Paraná, reforçando as ferramentas disponíveis para a população colaborar com a proteção da biodiversidade.

