A Caixa Econômica Federal iniciou nesta semana o recebimento de solicitações para o saque do FGTS por calamidade dos moradores de Paraibuna, no interior de São Paulo. A partir desta quinta-feira (6), a instituição também passará a aceitar os pedidos dos trabalhadores residentes em Itirapina, outra cidade paulista que sofreu com as fortes tempestades do mês de novembro.

As duas localidades foram incluídas na lista de municípios habilitados para o benefício após serem atingidas por eventos climáticos extremos, que causaram alagamentos e outros danos. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) libera esse tipo de saque em situações de desastre natural declarado oficialmente pela Defesa Civil.

Segundo a assessoria da Caixa, para ter direito ao recurso, o trabalhador precisa possuir saldo na conta vinculada do FGTS e não ter realizado saque pelo mesmo motivo num período inferior a 12 meses. O valor máximo permitido para retirada é de R$ 6.220 por conta, limitado, claro, ao saldo disponível.

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A solicitação pode ser feita de forma prática pelo Aplicativo FGTS, disponível para smartphones. O chamado Saque Calamidade é um benefício destinado a situações de necessidade pessoal, urgente e grave, decorrentes de desastres como enchentes, deslizamentos ou tempestades intensas que tenham afetado a residência do titular.

Os moradores de Paraibuna e Itirapina terão um prazo extenso para realizar o pedido: o benefício estará disponível até os dias 4 e 5 de março de 2026, respectivamente. Até esta quarta-feira (5), já estavam habilitados 112 municípios em todo o país, com datas limite variando desde este mês até março de 2026.

A lista completa dessas cidades e os documentos necessários para a solicitação podem ser consultados no site oficial da Caixa. A medida busca amenizar os prejuízos financeiros enfrentados pelas famílias em meio a um cenário de instabilidade climática no país, que também tem afetado outras regiões, como o Rio Grande do Sul, onde chuvas e ventos fortes voltaram a causar estragos, e o estado de São Paulo, que ainda registra mais de 45 mil imóveis sem energia elétrica devido às intempéries.