Em sua primeira participação no SXSW, em Austin, Gabriel David, presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), não foi apenas acompanhar discussões sobre inovação, inteligência artificial e economia criativa. Ele desembarcou no festival com uma pergunta concreta: como fazer o Carnaval do Rio continuar evoluindo sem perder sua essência única.
A resposta, segundo ele, passa por pensar a Sapucaí menos como um evento de alguns dias e mais como uma plataforma cultural viva, com presença anual, vocação internacional e novas formas de circulação. “O SXSW traz muito essa ideia de a gente estar evoluindo em vários sentidos, mas como é que a gente olha para o amanhã e já se prepara para estar sempre no próximo passo”, disse em entrevista ao podcast Cabos & Cases, da Billboard Brasil, gravado na SP House durante o festival.
Gabriel chegou a Austin movido por dois interesses centrais. O primeiro, mais amplo, é entender o mundo “pós-AI” e os impactos da tecnologia em diferentes esferas. O segundo é estratégico: imaginar como o Carnaval pode ocupar espaços como o SXSW e ser apresentado globalmente como símbolo máximo da criatividade brasileira. “Como é que a gente pode trazer uma pitadinha de Carnaval de alguma forma no ano que vem aqui? Acho que seria muito importante, não só para o Carnaval, mas para o Brasil também, mostrar num festival de inovação, de criatividade, o que de mais criativo nós temos”, afirmou.

