O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) está representado, desde esta segunda-feira (16) até 27 de março, na segunda edição da capacitação nacional do grupo de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad), que acontece em Brasília (DF). O major Eduardo Niederheitmann Hunzicker, integrante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), unidade de elite da corporação paranaense, participa do treinamento ao lado de bombeiros militares de diversos estados, levando a experiência de vanguarda do Paraná em gestão de desastres.
O Respad é um projeto do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares (Ligabom) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, idealizado após as graves enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. A proposta central é aprimorar a atuação integrada dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil na prevenção e resposta a desastres, fortalecendo a coordenação entre as corporações, padronizando protocolos de atuação e melhorando a mobilização de equipes e recursos em operações de grande porte.
O tenente-coronel do CBMPR Ícaro Gabriel Greinert, que também atua como coordenador da Força-Tarefa de Resposta a Desastres (FTRD) paranaense, é o representante da região Sul na câmara temática do Respad. Essa câmara foi criada para a elaboração da primeira edição da capacitação, em 2025, e para a definição de diretrizes nacionais de atuação. Ele explica que o curso tem foco específico na gestão de operações e na coordenação de recursos em situações de desastre, motivo pelo qual os alunos são selecionados entre oficiais de nível intermediário e superior na escala de comando.
“Do ponto de vista técnico, os bombeiros já são muito bem treinados em suas áreas de atuação, como incêndios florestais, salvamento aquático e busca em estruturas colapsadas. Aqui no Paraná, por exemplo, além do GOST temos também o treinamento da força-tarefa que aprimora ainda mais estes conhecimentos”, afirma o tenente-coronel Greinert, que também atuou como instrutor do curso no ano passado. “Com o Respad queremos melhorar a gestão disso tudo, que envolve desde a preparação e o treinamento das equipes até questões administrativas, como o emprego de aeronaves, deslocamento de equipes e apoio logístico”, completa.
Para o major Hunzicker, selecionado para a capacitação do Respad em 2026, a participação no curso representa uma valiosa oportunidade de intercâmbio entre as corporações estaduais. Com 23 anos de serviço no CBMPR, o bombeiro integra o GOST, unidade especializada em operações de busca, resgate e resposta a desastres. “A expectativa é de grande aprendizado e troca de experiências entre profissionais de diferentes estados. Esse tipo de capacitação fortalece a integração entre os Corpos de Bombeiros do país e contribui para aprimorar as técnicas e estratégias de resposta a desastres, que têm se tornado cada vez mais frequentes”, destaca o major.
A participação ativa do CBMPR nas discussões e iniciativas nacionais sobre gestão de desastres reflete o alto nível de especialização alcançado pela corporação nos últimos anos. O Paraná, ao lado de São Paulo e Minas Gerais, compõe a chamada “equipe pesada” brasileira em processo de classificação junto ao International Search and Rescue Advisory Group (Insarag), rede vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) que estabelece padrões globais para equipes de busca e resgate urbano.
Essa iniciativa exige o cumprimento de uma série de requisitos técnicos, logísticos e operacionais rigorosos, elevando significativamente o padrão de atuação das corporações envolvidas. “Graças à expertise conquistada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná nos últimos anos, somada aos recursos disponibilizados, o Paraná está na vanguarda nacional nessa área de desastres. Participamos de iniciativas internacionais e de grupos de trabalho e elaboração de diretrizes nacionais para atendimento a desastres. Isso reflete uma preocupação constante da corporação, da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) e do Governo do Estado do Paraná em melhorar cada vez mais a nossa capacidade de resposta”, finaliza o tenente-coronel Greinert.

