O basquete brasileiro está de luto. Neste sábado (27), faleceu, aos 95 anos, a ex-jogadora Maria Aparecida Cardoso Guimarães, conhecida carinhosamente como Cida. A notícia foi confirmada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB), que emitiu uma nota oficial lamentando a perda de uma das pioneiras do esporte no país.
Cida foi uma peça fundamental na história do basquete feminino brasileiro. Atuando como pivô, ela ajudou a seleção brasileira a conquistar o Campeonato Sul-Americano em duas oportunidades: em 1954 e 1959. Além desses títulos, a atleta também somou ao seu currículo duas medalhas de prata e uma de bronze em edições do sul-americano, além de uma prata e um bronze em Jogos Pan-Americanos.
Em sua nota, a CBB destacou o legado deixado por Cida. "Bicampeã Sul-Americana com a seleção brasileira em 1954 e 1959, Cida ajudou a construir um caminho sólido para as novas gerações que viriam depois, rompendo preconceitos e conquistando espaço e títulos!", afirmou a entidade. A confederação também lembrou que Cida iniciou uma verdadeira dinastia no basquete, sendo mãe dos também jogadores Cadum Guimarães, Eduardo, Ângela e Márcia, e irmã de Maria Helena Cardoso.
A causa da morte da ex-atleta não foi divulgada. Cida, que completaria 96 anos em breve, era considerada um exemplo de determinação e paixão pelo esporte. Sua trajetória se confunde com a própria história do basquete feminino no Brasil, em uma época em que as mulheres enfrentavam barreiras significativas para praticar esportes de alto rendimento.
O falecimento de Cida ocorre em um momento de outras perdas para o basquete nacional. Recentemente, o esporte também lamentou a morte do técnico Cláudio Mortari, reforçando um período de saudade para a comunidade esportiva. Enquanto isso, em outras modalidades, o atletismo e o judô paralímpico seguem em destaque na temporada, e até mesmo no futebol internacional, notícias como a sequência de vitórias de CR7 pelo Al Nassr chamam a atenção.
Mas o foco hoje é a despedida de uma verdadeira lenda. Cida não apenas colecionou conquistas, mas abriu portas e inspirou gerações de atletas que vieram depois dela. Seu nome ficará para sempre registrado na memória do esporte brasileiro como símbolo de garra, talento e amor incondicional ao basquete.

