A cidade de Apucarana iniciou uma ofensiva contra a dengue que deve se estender por pelo menos 25 dias. A partir desta quarta-feira (9), caminhonetes da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) começam a percorrer 70 bairros da cidade com a aplicação dofumacê, uma pulverização de inseticida pesado (UBV-pesado) voltado ao combate direto ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A ação foi definida em conjunto pela Autarquia Municipal de Saúde e a 16ª Regional de Saúde nesta segunda-feira (7), após análise dos números do boletim epidemiológico mais recente. De janeiro até o dia 1º de abril, Apucarana já havia registrado 314 casos notificados de dengue, com outros ainda sob análise laboratorial. “Estamos diante de uma situação que exige ação rápida e coordenada. A aplicação do inseticida é fundamental para interromper o ciclo do mosquito e diminuir o número de casos”, destacou Lucas Leugi, chefe da 16ª Regional de Saúde, durante a reunião que definiu a estratégia. O trabalho com ofumacêserá dividido em cinco ciclos, com previsão de duração entre 20 e 25 dias. A operação contemplará bairros com maior incidência de casos confirmados da doença, segundo os levantamentos da Vigilância Epidemiológica. Veja abaixo os bairros onde o inseticida será aplicado, agora listados em ordem alfabética: A coordenação da operação será feita pelas equipes técnicas da Vigilância em Saúde da Sesa em parceria com os agentes da Autarquia Municipal. “Essa é uma estratégia emergencial e necessária, porque estamos lidando com um inimigo perigoso e que se espalha rapidamente. A pulverização visa atingir o mosquito adulto, que é o transmissor da doença”, explicou o secretário municipal de Saúde, Dr. Guilherme de Paula. O prefeito Rodolfo Mota reforçou o empenho das equipes locais e agradeceu o apoio do governo estadual. “O nosso secretário de Saúde e nossos servidores estão de parabéns por todas as ações desenvolvidas até aqui nessa guerra contra a dengue. A partir de agora, além do Pronto Atendimento 18 horas da Dengue, temos ofumacêfornecido pela Sesa através da 16ª Regional. Esse trabalho conjunto é o que garante o controle da situação e o bom atendimento da nossa comunidade. Todos nós juntos vamos vencer essa guerra”, afirmou o prefeito. A atuação integrada entre os entes públicos tem sido uma marca no enfrentamento da dengue em Apucarana. Além dofumacê, a cidade mantém ações permanentes de fiscalização, orientação à população, remoção de focos e atendimento rápido aos casos suspeitos. “Desde o início do ano estamos monitorando diariamente os casos e mantendo contato direto com a Regional de Saúde. As decisões são técnicas e tomadas de forma conjunta para garantir resultados efetivos. Aproveito para agradecer a colaboração do secretário estadual Beto Preto e do chefe regional Lucas Leugi, que têm sido parceiros importantes”, ressaltou Dr. Guilherme. O Aedes aegypti tem hábitos urbanos e se reproduz, principalmente, em recipientes com água parada. Pneus, vasos de plantas, caixas d’água destampadas e até tampinhas de garrafa podem se transformar em criadouros do mosquito. Por isso, a população tem papel fundamental no combate. “De nada adianta ofumacêse as pessoas não fizerem sua parte. O mosquito precisa de muito pouco para se multiplicar. Um simples pratinho de planta pode se tornar um foco. Por isso, pedimos a todos que reservem um tempo do dia para vistoriar seus quintais, calhas e áreas comuns”, alertou a coordenadora da Vigilância Ambiental, Simone Sales. A Secretaria de Estado da Saúde deve divulgar um novo boletim epidemiológico nesta terça-feira (8), com dados atualizados sobre a situação da dengue em Apucarana e na região. O documento servirá de base para ajustes na operação de fumacê e para novas estratégias de enfrentamento da doença. Até lá, a recomendação é clara: eliminar qualquer foco de água parada e permitir a entrada das equipes nos domicílios para aplicação do inseticida quando necessário. Ofumacênão representa risco à saúde humana quando utilizado de forma controlada, mas é recomendado que moradores mantenham portas e janelas abertas durante a passagem do veículo e cubram alimentos, utensílios e gaiolas de animais. A mobilização segue intensa, e o objetivo é claro: reduzir o número de casos e evitar uma epidemia.
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