Em meio ao avanço dos casos de dengue em Apucarana, a prefeitura adotou uma estratégia que vem mostrando resultados: a criação de um Pronto Atendimento exclusivo para pacientes com sintomas da doença. Em apenas 10 dias de funcionamento, entre 10 e 20 de abril, o espaço já atendeu 2.071 pessoas, oferecendo consultas médicas, hidratação com soro fisiológico, medicação e encaminhamento para exames. Localizado no térreo do futuro Hospital de Apucarana, o serviço especializado funciona todos os dias da semana, inclusive sábados e domingos, das 7h à 1h da madrugada — ou seja, 18 horas ininterruptas de atendimento. A estrutura foi pensada para acolher de forma mais confortável e eficiente os pacientes com suspeita de dengue, além de ajudar a desafogar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que estavam sobrecarregadas. “Desde o dia 10 de abril, quando iniciamos o funcionamento, já atendemos mais de dois mil pacientes. É um número expressivo que revela a gravidade da situação, mas também mostra a importância de termos uma estrutura preparada e específica para esses casos”, afirma o secretário municipal de Saúde, Guilherme de Paula. Segundo o balanço da Secretaria de Saúde: “Logo na chegada, os pacientes passam por uma triagem, e, conforme a gravidade, são encaminhados para consulta, hidratação ou exames. Acompanhamos também a evolução do quadro clínico, o que é essencial para evitar agravamentos e internações”, explica Guilherme. O prefeito Rodolfo Mota destaca que a implantação do Pronto Atendimento da Dengue é mais do que uma resposta emergencial — é uma ação estratégica. “A média diária tem sido de cerca de 200 atendimentos. Nos horários de pico, há um pouco mais de espera, mas em momentos mais tranquilos, o atendimento é praticamente imediato. Estamos oferecendo um serviço humanizado, focado no acolhimento e no conforto da população”, disse. Além da assistência médica, o local conta com salas específicas para espera, consultas, hidratação e aplicação de medicamentos. Tudo isso tem permitido que os demais serviços de saúde da cidade possam continuar atendendo outras demandas sem sobrecarga. Outro ponto importante da estratégia municipal é o monitoramento contínuo da situação epidemiológica. A Prefeitura, por meio dos agentes de endemias e da equipe de vigilância em saúde, realiza visitas diárias e mantém atualizações constantes sobre os casos de dengue. Com apoio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), foi criado o “site da dengue”, onde qualquer cidadão pode acompanhar os números de casos suspeitos, confirmados e até os dados segmentados por faixa etária. “Essas informações são valiosas para o planejamento das ações. Com os dados por idade, por exemplo, conseguimos identificar os públicos mais atingidos e direcionar melhor as campanhas”, explica o prefeito. De acordo com os dados do site: Em resposta ao crescimento dos casos, a cidade lançou em fevereiro a campanhaGuerra Contra a Dengue. A mobilização conta com a parceria de diversas instituições, incluindo o Exército Brasileiro, e envolve mutirões de limpeza, visitas educativas e reforço na fiscalização. Com o aumento dos registros, a Prefeitura, em conjunto com a 16ª Regional de Saúde, intensificou também a aplicação dofumacê— técnica de pulverização de inseticida que atinge o mosquito transmissor,Aedes aegypti, em fase adulta. “A nossa luta contra a dengue continua firme. Estamos fazendo nossa parte, mas precisamos da colaboração de cada morador. O mosquito se prolifera em água parada, e todos podemos ajudar limpando nossos quintais e evitando criadouros. Essa é uma guerra que só venceremos juntos”, alerta Mota. A estrutura montada no prédio do futuro Hospital de Apucarana — localizado na Rua Miguel Simião, entre a Munhoz da Rocha e Clotário Portugal, próximo ao shopping — seguirá em funcionamento enquanto perdurar a situação de emergência. Com o avanço das ações de combate, a expectativa da Prefeitura é de que o número de novos casos comece a cair nas próximas semanas. Mas o apelo segue sendo o mesmo: vigilância e cuidado redobrado por parte de todos. “A dengue pode matar. Por isso, cada atitude conta. Manter o quintal limpo, não deixar água acumulada em recipientes e procurar atendimento ao apresentar sintomas são atitudes simples que salvam vidas”, reforça o secretário Guilherme de Paula.
Publicidade
Publicidade