Em uma noite simbólica para a segurança pública do Paraná, a cidade de Apucarana foi escolhida para sediar, pela primeira vez em sua história, o lançamento de uma grande operação de combate à criminalidade: aOperação Diakopi II. A solenidade aconteceu na última quarta-feira (21/05), na Praça Rui Barbosa, e reuniu autoridades estaduais, municipais e representantes das principais forças de segurança do Estado. Ao lado do comandante-geral da Polícia Militar do Paraná (PMPR),Coronel Jefferson Silva, do secretário de Estado da Segurança Pública,Coronel Hudson Leôncio Teixeira, e do comandante do 2º Comando Regional da PM (2º CRPM),Tenente-Coronel Jeferson Agenor Busnello, o prefeito de Apucarana,Rodolfo Mota, destacou a importância do momento. “Vivemos de fato um novo momento. Sempre tenho reforçado que Apucarana precisa ser destravada, mudar de ritmo, voltar a pensar como uma cidade que seja representativa”, afirmou Mota. Segundo o prefeito, o lançamento da operação em Apucarana representa um marco regional. “Somos a 15ª cidade do Estado e agora estamos no centro de uma ação estratégica que envolve desde o Norte Pioneiro e Norte Velho até os Campos Gerais, abrangendo praticamente um terço do território paranaense”, pontuou. AOperação Diakopi II, cujo nome tem origem no grego e significa “interromper”, é coordenada pela Polícia Militar do Paraná por meio doComando de Missões Especiais (CME), com a participação doBatalhão de Choquee apoio de efetivos da Polícia Civil, Científica e Penal. O objetivo central é coibir os crimes de maior impacto social, especialmente o tráfico de drogas, com base em levantamentos realizados pela inteligência policial. “A operação está direcionada para áreas onde foram identificadas as maiores incidências de criminalidade. Utilizaremos equipes especializadas para reprimir pontos sensíveis mapeados previamente”, explicou o secretário de Segurança Pública,Coronel Hudson Teixeira. Ainda segundo o coronel, os resultados obtidos com a integração das polícias e a intensificação das operações estratégicas já começam a aparecer. “Tivemos uma redução recorde nos índices de criminalidade. Só os feminicídios caíram quase 9% no Paraná, e em áreas atendidas pelaOperação Mulher Segura, a queda foi de 30%”, enfatizou. A Diakopi II irá atuar em 153 municípios, cobrindo duas regiões administrativas: De acordo com oComandante do CME,Coronel Paulo Renato Aparecido Siloto, a operação também contempla o enfrentamento ao crime transfronteiriço, considerando que parte da área de atuação está em rotas de tráfico de drogas, armas e contrabando. “Esse desdobramento daDiakopi I, realizada no Noroeste do Estado, é parte de um plano estratégico que visa aumentar a presença ostensiva da polícia e garantir um ambiente mais seguro à população”, explicou. O prefeito Rodolfo Mota, que esteve acompanhado dosecretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda,Paulo Rogério “Do Carmo”, e do secretário municipal de Segurança Pública e Trânsito,Major Vilson Laurentino da Silva, aproveitou o momento para agradecer ao governador Ratinho Júnior pelo olhar atento à cidade. “É o nono secretário de Estado a visitar Apucarana em apenas 130 dias do nosso mandato. Isso mostra que nossa cidade voltou a ser levada a sério, voltou a ser ouvida. E não podemos esquecer: sem segurança, não chega saúde, emprego, renda nem organização social”, concluiu. A cerimônia de lançamento contou com a presença deviaturas, helicóptero e efetivos uniformizados, atraindo a atenção de centenas de moradores e comerciantes da região central de Apucarana. A forte presença das forças de segurança foi um indicativo claro do comprometimento do Estado com o combate ao crime. A população local acompanhou a movimentação com expectativa. “É a primeira vez que vejo uma mobilização tão grande da polícia aqui na praça. Isso passa confiança e mostra que estamos sendo protegidos”, disse a comercianteLuciana Andrade, de 42 anos. AOperação Diakopi IIterá continuidade nos próximos meses com ações coordenadas nos municípios das regiões abrangidas. A expectativa é que, além da repressão direta ao crime, a operação funcione também como forma deprevenção, desestimulando a atuação de quadrilhas e criminosos. “O Estado está presente, atuando com inteligência e força. A criminalidade precisa ser interrompida — é esse o sentido do nome da operação, e é isso que estamos fazendo”, concluiu o coronel Siloto. A presença ostensiva da segurança pública em Apucarana e em cidades vizinhas representa mais do que uma ação pontual: é o reflexo de uma política estadual que aposta na integração, tecnologia e estratégia para enfrentar a violência de forma efetiva e duradoura.
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