Apucarana abre diálogo inédito com população sobre orçamento de 2026
Prefeitura realiza primeira audiência pública para discutir a LDO antes de enviar projeto à Câmara
Foto: Arquivo
Com um auditório atento e participação ativa da comunidade, a Prefeitura de Apucarana deu um passo importante rumo à transparência e à democracia participativa. Na noite da última quarta-feira (09/04), foi realizada a primeira audiência pública para apresentação e discussão da minuta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2026 — um evento inédito promovido pelo Executivo Municipal antes do envio do projeto à Câmara de Vereadores.
A iniciativa representa uma mudança significativa na forma como a cidade elabora seu orçamento anual, permitindo que a população participe desde as etapas iniciais da construção das políticas públicas. A audiência, realizada em horário acessível e amplamente divulgada, reuniu cidadãos, lideranças comunitárias e representantes de entidades como o Observatório Social.
“Essa audiência pública era uma demanda antiga da sociedade, que agora passa a ser atendida com responsabilidade e compromisso”, afirmou o secretário municipal da Fazenda, professor Rogério Ribeiro. Ele lembrou que, embora prevista em lei, a prática nunca havia sido adotada pelas gestões anteriores. “O que existia era uma formalidade dentro do Legislativo, quando o projeto já estava praticamente pronto. Desta vez, estamos abrindo o diálogo com a população antes de qualquer encaminhamento”, explicou.
Durante a audiência, foram apresentadas as principais diretrizes da LDO 2026, que orienta a elaboração do orçamento municipal e define metas fiscais, prioridades de investimentos e limites de gastos. O secretário explicou que a LDO é peça-chave na gestão pública, pois estabelece os parâmetros para a destinação dos recursos públicos com base em arrecadação, despesas e projeções econômicas.
Segundo o secretário, a minuta da LDO, já com as alterações resultantes da audiência, será encaminhada à Câmara Municipal até o próximo dia 15 de abril, dentro do prazo legal. O objetivo é que a proposta chegue ao Legislativo mais alinhada às expectativas da sociedade e com maior legitimidade para ser debatida pelos vereadores.
O vereador Guilherme Livoti, presidente da Comissão de Finanças, Economia e Orçamento da Câmara, destacou a importância da iniciativa. “Foi uma reunião produtiva, com participação qualificada da população. O formato noturno e a ampla divulgação garantiram que as pessoas pudessem comparecer, contribuir e ajudar a construir um orçamento mais próximo da realidade de Apucarana”, comentou.
Livoti também reforçou que a abertura do processo ao público fortalece o papel fiscalizador do cidadão e aumenta a responsabilidade do Poder Público. “É um avanço democrático. Quando a comunidade participa, a política pública ganha em qualidade e eficiência”, completou.
A audiência pública da LDO marca apenas o início de um ciclo maior de planejamento que definirá o futuro de Apucarana nos próximos anos. Conforme explicou o secretário Rogério Ribeiro, após a LDO, o município deverá finalizar até agosto o novo Plano Plurianual (PPA) 2026-2029, seguido pela elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, prevista para setembro.
“Esse é um processo técnico e político ao mesmo tempo. O PPA vai definir as metas, os indicadores e as ações estratégicas de médio prazo. Já a LOA traduz isso em números, ou seja, define quanto cada secretaria e cada política pública receberá de recursos”, detalhou Ribeiro.
A seguir, uma visão simplificada das três peças orçamentárias principais:
Ao incluir a sociedade civil no processo de planejamento orçamentário, a Prefeitura de Apucarana envia um recado claro: o cidadão é parte essencial da gestão pública. A experiência da audiência pública da LDO 2026 pode abrir precedentes para que outras cidades adotem medidas semelhantes, promovendo uma cultura de governança mais participativa.
Com esse passo, Apucarana se coloca como exemplo de transparência e respeito ao princípio democrático, dando à população não apenas voz, mas também poder de influência sobre os rumos da cidade.
Fonte:
Arquivo Histórico

