Em uma votação unânime e rápida, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (31) o projeto de lei que garante um aumento linear de 10% nos salários das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica do estado. A proposta, enviada pelo governador Tarcísio de Freitas, recebeu 63 votos a favor e nenhum contrário, demonstrando amplo apoio entre os deputados estaduais. Com a aprovação, o texto segue agora para a sanção do próprio governador, que deve transformá-lo em lei nos próximos dias.
O reajuste salarial é parte de uma política de valorização dos profissionais de segurança pública que, segundo o governo estadual, vem sendo implementada desde o início da gestão de Tarcísio de Freitas. Em comunicado oficial, o governador destacou que a medida combina o reconhecimento aos policiais com uma gestão fiscal considerada responsável. "Desde o primeiro dia de mandato, trabalhamos pela valorização policial dentro de uma gestão fiscal responsável e equilibrada. O objetivo é garantir melhores salários aos profissionais que atuam incansavelmente para combater o crime e proteger a população", afirmou Tarcísio.
Além do aumento salarial imediato, a administração estadual tem promovido mudanças nas regras de progressão de carreira, facilitando a ascensão funcional dos policiais. Essas alterações, segundo o governo, complementam a valorização financeira, criando um ambiente mais atrativo e com melhores perspectivas para quem atua na segurança pública. A estratégia busca não apenas melhorar a remuneração, mas também fortalecer a estrutura de carreiras, reduzindo a rotatividade e incentivando a permanência de profissionais experientes.
Os números apresentados pela gestão mostram que, considerando todos os reajustes concedidos desde o início do mandato, o aumento médio acumulado para as carreiras policiais já chega a 35%. Esse percentual supera em cerca de 21 pontos percentuais a inflação registrada no período entre 2023 e 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em aproximadamente 14%. Quando se incorpora ao cálculo o aumento concedido ainda em 2022, antes da atual gestão, o impacto total sobre os salários policiais alcança cerca de 55%, de acordo com dados do governo.
Outro ponto destacado é a política previdenciária do estado. São Paulo mantém uma das menores alíquotas de contribuição para a previdência entre os estados brasileiros, fixada em 10,5%. Essa taxa reduzida resulta em um rendimento líquido maior para os policiais paulistas em comparação com colegas de outras unidades da federação, onde as alíquotas podem ser mais elevadas. A combinação entre reajustes salariais acima da inflação e uma carga tributária menor sobre os vencimentos busca ampliar o poder de compra e a qualidade de vida desses profissionais.
A aprovação do projeto na Alesp foi celebrada por representantes das categorias policiais, que veem no reajuste um passo importante para o reconhecimento de suas demandas históricas. A expectativa é que, com a sanção governamental, os novos valores comecem a vigorar ainda neste ano, injetando mais recursos na economia local e reforçando o moral das corporações. Para o governo, a medida reflete um compromisso com a segurança pública e com a valorização de quem atua na linha de frente, em um momento em que o combate à criminalidade segue como uma das principais preocupações da população paulista.

