O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou a Força Aérea Brasileira (FAB) a contratar, por tempo determinado, até 489 profissionais para atender necessidades temporárias em projetos estratégicos na região amazônica. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19), por meio da portaria conjunta MGI/MD nº 7, assinada pela ministra Esther Dweck, do MGI, e pelo ministro José Mucio Monteiro, da Defesa.

As vagas contemplam uma ampla gama de funções técnicas, administrativas e operacionais, refletindo a diversidade de demandas dos projetos. Entre as ocupações listadas no documento estão engenheiros, contadores, técnicos de obras civis, operadores de máquinas, motoristas, mecânicos, profissionais da área de segurança do trabalho e até piloto fluvial. A seleção visa formar uma equipe multidisciplinar capaz de dar suporte às atividades planejadas.

Os profissionais aprovados no processo seletivo serão alocados para apoiar projetos e obras de desenvolvimento de infraestrutura aeroportuária executadas pela Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (Comara). A atuação da Comara é fundamental para a melhoria da logística e da conectividade na Amazônia, região que enfrenta desafios históricos de acesso e mobilidade.

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A portaria estabelece um prazo de seis meses, contados a partir da publicação, para que a Aeronáutica divulgue o edital de abertura das inscrições. O recrutamento será feito por meio de um processo seletivo simplificado, baseado na análise do currículo profissional dos candidatos. Essa modalidade agiliza a contratação, permitindo que a Força Aérea atenda com rapidez às necessidades temporárias dos projetos em andamento.

As despesas com as contratações autorizadas serão de responsabilidade do Comando da Aeronáutica, conforme a disponibilidade de orçamento próprio da instituição. Caberá também à Aeronáutica definir a remuneração dos profissionais a serem contratados, levando em consideração as especificidades de cada função e a legislação trabalhista vigente.

Esta iniciativa se soma a outras ações recentes das Forças Armadas, como a seleção complementar do serviço militar feminino, que termina nesta sexta-feira, e ocorre em um contexto de atenção às questões de segurança, como o tiroteio no centro do Rio de Janeiro que deixou um morto e uma criança baleada. As contratações temporárias representam uma resposta prática à necessidade de reforçar a capacidade operacional em projetos de infraestrutura crítica para o desenvolvimento nacional.