Cerca de 30 estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) chegaram nesta quarta-feira (12) a Rio Bonito do Iguaçu para auxiliar na recuperação da cidade, que sofreu com um desastre natural recente. Os acadêmicos, vindos dos campi de Cascavel, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon e Toledo, integram o Projeto Rondon e têm como missão principal apoiar a população local durante este período difícil.

Uma das primeiras ações do grupo foi a limpeza do Centro de Educação Infantil Dona Laura, que precisa ser reaberto para receber crianças de 0 a 10 anos. Esses alunos são extensionistas do Projeto Rondon, acostumados a atuar junto à comunidade para trocar experiências e com facilidade para ajudar com organização. Além do trabalho de limpeza, os estudantes também farão parte da equipe que trabalhará diretamente com as crianças, desenvolvendo ações educativas que devem começar nos próximos dias.

Para Artur Priester Neto, acadêmico do curso de História da Unioeste, a missão foi recebida com muita responsabilidade pelo grupo. "Quando fomos convidados imediatamente conseguimos reunir os acadêmicos, estamos dispostos a ajudar, dar apoio, contribuir para a reconstrução da cidade. É muito importante estar aqui, e tendo a possibilidade de realmente ajudar", disse o estudante, destacando o comprometimento da equipe.

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A secretária de Educação de Rio Bonito do Iguaçu, Eliane Dal Casteli, explicou a importância da mobilização neste momento. "Nosso objetivo é acolher estas crianças sob responsabilidade do município, realizar atividades pedagógicas, lúdicas, e oferecer atendimento psicológico. A ideia é estar com elas para que suas famílias possam reconstruir seus lares", afirmou a secretária, ressaltando que o apoio dos acadêmicos é fundamental para o retorno à normalidade.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, destacou o papel das universidades estaduais em momentos de crise. "A iniciativa reforça o comprometimento da Unioeste e das universidades estaduais com a comunidade regional, colocando o conhecimento acadêmico a serviço da sociedade e fortalecendo o papel transformador das universidades públicas em momentos de crise", afirmou Bona.

Paralelamente ao trabalho dos acadêmicos, a Unioeste mobilizou uma equipe com aproximadamente 14 engenheiros e arquitetos, que integram a Assessoria de Planejamento Físico da Reitoria e o Projetek (Escritório de Projetos de Engenharia e Arquitetura). Esses profissionais estão desenvolvendo laudos técnicos, junto à Defesa Civil Nacional, para garantir a rápida liberação de recursos destinados à reconstrução das moradias afetadas.

A Operação Rondon Paraná das universidades estaduais é um trabalho financiado pelo Governo do Estado e coordenado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti-PR). O projeto também conta com participação de acadêmicos de instituições privadas e tem como objetivo levar atividades de extensão, pesquisa e ensino para pequenas cidades ou moradores de comunidades mais distantes. Os rondonistas realizam palestras, apresentam pesquisas em desenvolvimento, testam estudos e metodologias, e trabalham questões ambientais, de saúde, trabalho e inclusão.

Enquanto isso, o Governo do Paraná anunciou a antecipação do 13º salário de servidores das cidades atingidas pelo tornado, uma medida emergencial para ajudar as famílias afetadas. A concessão do benefício de reconstrução das moradias em Rio Bonito do Iguaçu terá três níveis, conforme a gravidade dos danos em cada propriedade.