O samba, ritmo que pulsa no coração do Brasil, tem suas raízes profundamente fincadas na Bahia, especialmente no Recôncavo Baiano. Foi a migração de milhares de baianos no final do século XIX que transportou essa batida ancestral para o Sudeste, onde encontrou no Rio de Janeiro o ambiente ideal para se transformar no samba urbano, gravado e popularizado que conhecemos hoje.
Nessa jornada histórica, destaca-se a figura de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, vinda do Recôncavo. A palavra 'Recôncavo' evoca a forma de roda, simbolizando o núcleo cultural e a ancestralidade que são a base do samba de roda. Essa prática, reconhecida pela UNESCO em 2005 como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, nasceu ligada ao candomblé e aos rituais afro-baianos, servindo como expressão de religiosidade, lazer e resistência.
Assim, o samba emerge como uma manifestação essencialmente ancestral, remontando aos cortejos e batuques africanos, e sua evolução reflete a rica tapeçaria cultural brasileira, unindo tradição e modernidade em cada batida.

