A guerra é aqui?

Um massacre silencioso que desafia a igualdade constitucional e a unidade familiar.

A Constituição Brasileira é clara em seu Artigo 5º: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza". No entanto, a cobertura midiática e a legislação recente parecem ter criado uma hierarquia de valor para a vida humana. Ao priorizar termos específicos e focar em causas de apelo emocional — como o recente episódio do cão "Orelha" —, o Brasil corre o risco de ignorar a maior tragédia humanitária de sua história: o assassinato em massa de cidadãos do sexo masculino.

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A Realidade dos Números Contra a Narrativa

Para quem acompanha os jornais, pode parecer que a maior ameaça à vida no Brasil recai sobre grupos específicos. Contudo, os dados oficiais do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e do Atlas da Violência (IPEA) contam uma história diferente. Em números absolutos, para cada mulher que perde a vida de forma violenta, cerca de dez homens são assassinados.

Essa desproporção levanta uma questão de honestidade intelectual. Por que uma morte recebe um selo diferenciado e repercussão nacional, enquanto outras nove são tratadas como rotina? Se o crime é o mesmo — o homicídio, a retirada de uma vida humana —, a indignação não deveria ser igualmente distribuída? A banalização do assassinato de homens não leva a um incentivo generalizado à violência, inclusive contra animais e traz consigo uma "fábrica de manchetes" sensacionalistas, refletindo em IBOPE e lucro para a Mídia?

A Quem Interessa a Glamurização do Termo "Feminicídio"?

Neste cenário, cabe uma pergunta incômoda: a quem interessa a fragmentação do homicídio em subcategorias ideológicas? A "glamurização" de termos específicos, em detrimento do termo jurídico universal "homicídio", parece servir a agendas que buscam a segregação em vez da união. É mais um marketing antifamilia e a questão é: onde estão as religiões, que não contestam esse massacre a uma instituição divina?

Ao rotular crimes de forma distinta baseada no sexo, cria-se uma percepção de "guerra de gêneros" que enfraquece o conceito de cidadania única. 

O extermínio da figura masculina não é apenas uma perda individual; é um ataque direto à unidade familiar. Interessa a certos grupos o enfraquecimento da família tradicional, e a invisibilização da morte do homem — o pai, o filho, o provedor — é uma ferramenta eficaz para esse desmonte. Sem a figura masculina, a estrutura familiar se fragiliza, tornando os indivíduos mais dependentes do Estado e de narrativas de controle social.

O "Efeito Orelha" e a Seletividade da Vida

O caso do cão "Orelha" serve como um termômetro dessa distorção. A mobilização por um animal superou, em engajamento político, a soma de milhares de homicídios masculinos ocorridos no mesmo período, motivada pela cobertura da Imprensa e pela repercussão nas redes sociais, impulsionada pelos algoritmos. Infelizmente, o foco foi a exploração da violência e qualquer outra coisa que gerasse audiência, também seria explorada, o cachorro em si foi usado como a cadela Laika, enviada ao espaço por puro sadismo, sem necessidade alguma. O ponto não é ser contra a proteção aos animais, muito pelo contrário, mas esclarecer que a vida do homem tornou-se descartável na narrativa pública. Se a vida humana tem o mesmo valor, por que o silêncio diante de 91% das vítimas?

O Impacto nas Mulheres e Crianças

Focar na morte de homens é, na verdade, defender as mulheres e crianças (e até os animais dessas famílias destruídas) que ficam para trás. 

As Provedoras Sobreviventes

Cada homem assassinado deixa uma mãe, esposa ou filhas que herdam o luto e a responsabilidade de sustentar o lar sozinhas.

A Geração de Órfãos

O homicídio masculino retira o pai do convívio de crianças que crescerão em vulnerabilidade, alimentando um ciclo de instabilidade social.

A vida não deveria ter adjetivos. Ao substituir o termo "homicídio" por recortes que segregam a dor, o Estado e a Mídia camuflam a realidade: vivemos em um país onde homens são mortos em escala de guerra. Esclarecer os números absolutos é um passo necessário para que a justiça volte a ser cega e para que a família brasileira seja protegida em sua totalidade, sem privilégios de narrativa que ignoram a vasta maioria das vítimas.

Pergunta final:

Os políticos que criam essas leis misândricas são casados, possuem famílias estruturadas à moda antiga, acumulam patrimônio ou será que a destruição do casamento é reservada apenas aos plebeus, para perpetuar sua miséria?