YouTube reforça controles parentais para limitar tempo em Shorts
A plataforma introduz temporizadores para Shorts e facilita alternância entre contas, seguindo tendência de segurança online para menores.
Publicado em 14/jan/26 | 12:45
INTRODUÇÃO
A segurança online de crianças e adolescentes está no centro das atenções globais, e o YouTube responde com um pacote robusto de novos controles parentais. Anunciadas nesta quarta-feira, as funcionalidades visam especialmente regular o consumo de YouTube Shorts, o formato de vídeos curtos que rivaliza com TikTok e Instagram Reels. A medida reflete uma crescente pressão regulatória e preocupação pública com o tempo de tela e a exposição de menores a conteúdos potencialmente viciantes.
DESENVOLVIMENTO
A principal novidade é a capacidade de os pais definirem um temporizador específico para o tempo que as contas vinculadas de seus filhos podem gastar assistindo a Shorts. Isso permite limitar o "scrolling" sem fim, considerado por muitos especialistas como um desperdício de tempo e prejudicial ao desenvolvimento. Os responsáveis têm ainda a opção radical de bloquear completamente o acesso aos Shorts, seja de forma permanente ou temporária – útil, por exemplo, durante períodos de estudo, quando a plataforma deve ser usada apenas para conteúdo educacional.
Além disso, o YouTube expande os lembretes personalizáveis de "Hora de Dormir" e "Faça uma Pausa", que já estavam disponíveis para adultos, agora também para contas supervisionadas. Outra melhoria significativa, prevista para as próximas semanas, facilitará a alternância entre a conta do adulto e a da criança dentro do aplicativo, com poucos toques. Isso resolve um incômodo comum: evitar que o algoritmo de recomendações do adulto seja "sequestrado" por conteúdos infantis, como a série "Bluey".
Essas ferramentas se somam aos controles existentes para adolescentes, que incluem supervisão da atividade de criação de canais. A iniciativa acompanha um padrão da indústria, com TikTok, Snapchat, Instagram e Facebook oferecendo recursos similares. No ano passado, o YouTube também implementou tecnologia de estimativa de idade para personalizar a experiência dos usuários mais jovens.
CONCLUSÃO
O reforço nos controles parentais do YouTube representa um passo importante na autorregulação da indústria de redes sociais diante das críticas sobre seu impacto na infância e adolescência. Ao focar no controle do tempo gasto com Shorts e na usabilidade para famílias, a plataforma aborda duas queixas frequentes: o vício em rolagem de vídeos curtos e a dificuldade prática de compartilhar dispositivos. No entanto, a eficácia final ainda dependerá do engajamento dos pais em configurar e monitorar essas ferramentas, lembrando que a tecnologia é um complemento, não um substituto, para a mediação parental.