O The Strokes encerrou o show do segundo fim de semana do Coachella, neste sábado (18), com uma performance carregada de teor político. O grupo utilizou o palco principal do festival no deserto de Indio, Califórnia, para realizar uma denúncia visual impactante sobre o conflito em Gaza.
Além da música, o telão exibiu mensagens críticas à política externa dos Estados Unidos e relembrou líderes mundiais assassinados. Durante a execução da faixa “Oblivius”, o público acompanhou uma sequência de imagens de líderes latino-americanos e africanos históricos.
Figuras como Salvador Allende, Omar Torrijos, Jacobo Árbenz e Jaime Roldós Aguilera surgiram no telão. O conteúdo descrevia todos esses nomes como líderes derrubados por intervenções da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA).
Além disso, a banda incluiu uma referência direta a Martin Luther King Jr. em sua projeção visual. A imagem do ativista foi acompanhada por uma frase sobre sua morte: “Governo dos EUA considerado culpado por sua morte em julgamento civil”.
O momento mais contundente da noite ocorreu durante o encerramento da apresentação. O telão exibiu registros de ataques com mísseis em Gaza antes de escurecer por completo. Esse gesto simbólico contra o massacre na região gerou uma reação intensa e imediata por parte do público presente.
No entanto, essa não foi a primeira manifestação política do grupo no festival. O vocalista Julian Casablancas já havia adotado um tom crítico na apresentação do dia 11 de abril. Naquela ocasião, o músico questionou a plateia sobre a possibilidade do retorno do alistamento militar obrigatório.

