Tesla elimina compra única do Full Self-Driving e aposta em assinatura mensal
A mudança estratégica pode impactar as finanças da empresa e a concorrência no setor de assistência à direção.
Publicado em 14/jan/26 | 12:45
INTRODUÇÃO: A Tesla anunciou uma mudança radical na comercialização do seu software de assistência à direção Full Self-Driving (Supervisionado). A partir de 14 de fevereiro, a empresa deixará de oferecer a opção de compra única do recurso, que chegou a custar US$ 15 mil, e passará a disponibilizá-lo exclusivamente por meio de assinatura mensal. A decisão, comunicada pelo CEO Elon Musk na rede social X, representa uma ruptura significativa no modelo de negócios da montadora e pode ter implicações profundas.
DESENVOLVIMENTO: A Tesla vem ajustando a estratégia de preços do FSD nos últimos anos. Após atingir o pico de US$ 15 mil em 2022, o valor da compra única caiu para US$ 8 mil, enquanto a assinatura mensal, introduzida em 2021, foi reduzida de US$ 199 para US$ 99 em 2024. Musk frequentemente incentivava a compra antecipada, argumentando que o custo aumentaria com novos recursos. No entanto, a baixa adoção – apenas 12% dos clientes pagam pelo FSD, segundo o CFO Vaibhav Taneja – parece ter motivado a mudança. A transição para um modelo baseado em assinatura pode aumentar a receita recorrente da Tesla, influenciar o pacote de remuneração de US$ 1 trilhão de Musk e afetar as batalhas legais da empresa, ao mesmo tempo em que concorrentes globais avançam em sistemas similares.
CONCLUSÃO: A eliminação da compra única do Full Self-Driving marca uma aposta clara da Tesla no modelo de assinatura como futuro do software automotivo. Essa estratégia visa ampliar a base de usuários e garantir fluxo de caixa constante, mas seu sucesso dependerá da aceitação dos consumidores e da capacidade da empresa em manter a liderança tecnológica diante da crescente concorrência.