O Spotify anunciou o lançamento do selo “Verified by Spotify”, uma nova forma de garantir que o artista que você ouve é, de fato, uma pessoa real. A medida surge em resposta ao crescimento explosivo de conteúdo gerado por inteligência artificial (IA) na plataforma.
Em 2023, o próprio Spotify admitiu que estava removendo centenas de milhares de faixas geradas por IA que infringiam direitos autorais, e que o volume de uploads havia triplicado em dois anos. Atualmente, mais de 100 mil músicas são enviadas à plataforma por dia – e ninguém sabe quantas são realmente humanas.
O critério do novo selo é revelador: o Spotify não pede documentos; ele verifica se o artista existe no mundo real. Se faz show, se vende camiseta, se tem um corpo, em algum sentido. Se apenas faz o upload da faixa e não aparece em lugar nenhum, talvez não seja alguém.
Mas a pergunta que o selo tenta evitar é: tudo o que é artificial é ruim? O ultraprocessado faz mal porque foi projetado para viciar, não para nutrir. A questão nunca foi a origem, foi a intenção.

