O Governo de São Paulo deu um passo importante para ampliar o olhar sobre a diversidade cultural brasileira ao lançar, na terça-feira (13), o primeiro Guia Turístico das Aldeias Indígenas do estado. Desenvolvido pela Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP) em parceria com a Secretaria da Justiça e Cidadania, a publicação nasce com o propósito claro de valorizar os povos originários e incentivar um modelo de turismo mais consciente, baseado no respeito às tradições e no protagonismo das comunidades.
O material não é apenas um catálogo de destinos, mas uma proposta de imersão cultural que aproxima visitantes do modo de vida e dos saberes ancestrais. Entre as vivências oferecidas estão trilhas guiadas, apresentações de canto e dança, pintura corporal, gastronomia tradicional, contação de histórias, exposição de objetos, além de práticas com plantas medicinais, agricultura e jogos típicos. São experiências que permitem ao turista conhecer de perto a riqueza cultural preservada por gerações.
As aldeias contempladas no guia estão distribuídas em 11 municípios paulistas: Arco-Íris, Avaí, Braúna, Guarulhos, Itaporanga, Miracatu, Pariquera-Açu, Peruíbe, São Paulo, São Sebastião e Ubatuba. Essa distribuição geográfica revela a presença indígena em diferentes territórios do estado, mostrando que a cultura originária está viva e pulsante em diversas regiões. Além das aldeias, o material também destaca espaços importantes de preservação e difusão cultural, como o Museu das Culturas Indígenas e o Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre.
Para a secretária de Turismo e Viagens, Ana Biselli, o guia representa uma estratégia de diversificação da oferta turística paulista. "A ideia é diversificar a oferta turística do Estado com iniciativas que vão do turismo náutico ao cultural, do rural ao esportivo e outros, com foco na inovação e na valorização das regiões", explica. Ela destaca ainda que "o novo guia constitui um passo importante para promover um turismo mais consciente e inclusivo no estado. Ao valorizar as aldeias indígenas, reconhecemos o papel fundamental dos povos originários e incentivamos vivências que valorizam seus costumes e geram oportunidades".
Além do aspecto turístico, o guia se posiciona como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento sustentável. Ao incentivar o turismo de base comunitária, contribui diretamente para a geração de renda nas aldeias, fortalece a autonomia dos povos originários e ajuda a preservar saberes e tradições que são fundamentais para a identidade brasileira. Trata-se de um modelo que busca equilibrar a atividade econômica com a preservação cultural, garantindo que as comunidades sejam protagonistas de seu próprio desenvolvimento.
A iniciativa se soma a outras ações similares do governo paulista, que recentemente também lançou guias turísticos focados em religiões de matrizes africanas e indígenas, além de religiões orientais. Juntos, esses materiais formam um conjunto de publicações que ampliam o olhar sobre a diversidade cultural presente no estado, oferecendo ao turista a possibilidade de conhecer São Paulo para além dos roteiros tradicionais.
O lançamento do Guia Turístico das Aldeias Indígenas representa, portanto, mais do que uma nova opção de passeio. É um reconhecimento oficial da importância dos povos originários para a formação da identidade paulista e brasileira, e uma aposta em um turismo que educa, transforma e valoriza a diversidade que nos constitui como nação.

